CEO da F1 prioriza temporada 2020 devido ao coronavírus e promete discutir 2021 depois

Chefe executivo da Fórmula 1, Chase Carey revelou que a reta final das negociações com as equipes para o novo acordo comercial a partir de 2021 foram interrompidas devido à pandemia de coronavírus. Segundo o dirigente, realizar o campeonato de 2020 de forma segura em meio aos desdobramentos causados pelo Covid-19 é uma prioridade.

– Decidimos colocar o Pacto de Concórdia (o nome se dá pelo endereço da Federação Internacional de Automobilismo, que fica na Praça da Concórdia, em Paris) em segundo plano a curto prazo e priorizar a resolução de problemas relacionados a 2020 primeiro. À medida que avançamos no calendário de 2020 e finalizamos as mudanças regulatórias com as equipes, voltaremos novamente a concluir o acordo no futuro – disse Carey numa conferência com investidores.

Apesar de priorizar a viabilidade do campeonato deste ano, Carey deixou claro que, se depender da Fórmula 1, o novo Pacto da Concórdia será concluído antes da virada para o ano que vem, já que em 2021 o atual acordo estará expirado:

– A realidade é que quando você chega a 2021, podemos dizer unilateralmente que essas são as regras, essa é a estrutura que existe, então não precisamos estender nada. Podemos essencialmente implementar e dizer que, se você está competindo, são esses os termos pelos quais você está competindo. Obviamente, queremos concluir isso com as equipes. Quando o apresentarmos será o Pacto de Concórdia que entrará em vigor em 2021, e somos capazes de fazer isso unilateralmente.

Nesta semana, foi revelado que as escuderias vão receber integralmente a divisão dos lucros da Fórmula 1, mesmo com a pandemia de coronavírus, que até agora impediu o começo da temporada 2020. Ainda assim, existe uma dura negociação para que o teto orçamentário de US$ 145 milhões (cerca de R$ milhões) seja implantado em 2021.

Quanto ao campeonato deste ano, a primeira corrida deve ser realizada no dia 5 de julho, na Áustria, com portões fechados para o público e número bastante reduzido de credenciados. A intenção da F1 é promover de 15 a 18 corridas, passando primeiro pela Europa, depois por Ásia, Américas e Oriente Médio, terminando em dezembro.

Fonte: G1