Centro de Zoonoses confirma quarto caso de raiva em morcego em Piracicaba no ano

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) registrou o quarto caso de raiva em morcego em Piracicaba (SP), em 2021, confirmado após análise do CCZ-SP. O animal estava morto, caído na calçada interna de um condomínio residencial, na segunda-feira (12), no bairro Santa Rosa.

O morcego foi identificado como sendo da família Phyllostomidae, subfamília Stenodermatinae e espécie Artibeus lituratus. Os outros três casos de raiva em morcegos aconteceram nos bairros Parque Orlanda, Campestre e São Dimas, todos insetívoros.

Até agora em 2021, CCZ já recolheu e enviou para diagnóstico da raiva cerca de 160 morcegos. No ano passado, ao todo, foram cerca de 300 animais recolhidos, com seis positivos para a doença, sendo dois no Parque Orlanda, um no Jupiá, um no Centro, um no Pau D’Alhinho e um na Vila Independência.

Segundo a bióloga do CCZ, Regina Lex Engel, a espécie Artibeus lituratus têm a dieta predominantemente frugívora, mas pode se alimentar de insetos, flores e folhas, sendo um dos maiores morcegos do Brasil, com comprimento do corpo entre 93 a 133 mm, com envergadura de até 33 centímetros.

Ainda, conforme explica a bióloga, esta espécie de morcego é muito comum nas cidades arborizadas, formando haréns de um macho e várias fêmeas.

“Eles usam árvores ou palmeiras como abrigos dormitórios, onde permanecem dormindo durante o dia, mas podem usar varandas de imóveis para se abrigarem. São muito comuns em locais onde há árvores frutificando, de onde colhem os frutos e vão comer em outras árvores, usando essas últimas, como digestórios, e onde deixam muitas sementes e frutos caídos. Por isso são tão importantes como agentes reflorestadores de ambientes naturais e florestas”, diz.

Regina reforça que os morcegos urbanos não são agressivos e não atacam as pessoas ou animais, “mas podem cair no chão, existindo assim, o risco de contato acidental e a possível transmissão do vírus da raiva, caso o morcego esteja contaminado”, alerta a bióloga.

Vacina antirrábica

O CCZ orienta que cães e gatos que não estejam com a vacina antirrábica em dia sejam vacinados, já que existe a circulação do vírus na região.

Ainda de acordo com a Zoonoses, neste ano, o repasse da vacina antirrábica pelo Estado foi reduzido. A orientação é que os proprietários dos animais procurem uma clínica veterinária ou uma agropecuária para que sejam imunizados.

No caso de animais com contato com morcegos, a orientação é que os proprietários entrem em contato com o CCZ pelo telefone (19) 3427-2400.

Fonte: G1 – Foto: Centro de Controle de Zoonoses de Piracicaba

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