CBF e clubes concordam em seguir com futebol

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A CBF finalizou nesta noite de quarta-feira reunião geral com clubes das Séries A a D – com cerca de 60 participantes entre presidentes de clubes e representantes – e o saldo foi de união para a continuidade do futebol. Os clubes se mostraram favoráveis a seguir os campeonatos estaduais e seguir os protocolos contra Covid-19.

No início, o presidente da CBF, Rogério Caboclo, fez longo discurso, falando das ações da entidade nacional do futebol. Usou como base também o estudo apresentado pela CBF sobre Covid-19, com mais de 80 mil testes realizados e taxa de positividade de 2,2%.

Levantou-se no encontro preocupação maior com funcionários envolvidos nos departamentos de futebol, que, via de regra, não passam por testagem tão constante quanto atletas e treinadores. Porém, não se definiu, pelo menos num primeiro instante, medidas sobre isso.

A CBF banca testes de 23 atletas e do treinador de cada equipe a cada partida. O restante geralmente é realizado, no dia a dia, pelos clubes.

O encontro – que foi confuso pela quantidade de participantes e pela desorganização com microfones abertos – também contou com a participação de presidentes de federações estaduais e o presidente do sindicato nacional dos atletas, a Fenapaf, que apresentou pesquisa relatando ter ouvido jogadores. De acordo com a pesquisa, 90% dos atletas acreditam nos protocolos e querem continuar a atuar.

Também tratou-se da possibilidade de transferência de partidas para outros estados e cidades, no caso de haver vetos de governantes locais. Depois das 19h30, a CBF se manifestou em nota.

A nota da CBF

“Em reunião realizada na tarde desta quarta-feira (10), a CBF, as Federações Estaduais e os Clubes ratificaram por unanimidade a decisão de manter a disputa das competições estaduais e nacionais. Em relação aos campeonatos coordenados pela CBF, caso haja restrição de poderes públicos locais, por conta do quadro da pandemia, a alternativa será a transferência da referida partida para outra cidade do mesmo ou de outro estado.

O encontro virtual contou com a participação dos 40 clubes das Séries A e B e das Federações Estaduais, que também representaram as equipes das Séries C e D.

“Temos um trabalho incansável e de alto nível técnico, que se traduz num protocolo sanitário e processo de testagem permanente, que oferecem ambiente seguro e controlado aos jogadores e comissões técnicas. A temporada de 2020 demonstrou a robustez desse trabalho e gerou aprendizados que nos tornam hoje ainda mais preparados. O futebol brasileiro não vai parar”, afirma Rogério Caboclo, Presidente da CBF.

Embasadas nos dados científicos apresentados pela Comissão Médica Especial em relação à temporada 2020, as entidades enfatizam que:

1 – a disputa das competições de futebol estaduais e nacionais, sem a presença dos torcedores nos estádios, ocorre em um ambiente seguro e controlado, continuamente monitorado por meio de testes e inquéritos epidemiológicos;

2 – esse controle está regulamentado em protocolos de segurança desenvolvidos pelos médicos do futebol, infectologistas e epidemiologistas, aprovados pelas autoridades de saúde, e aplicados nas competições estaduais e nacionais;

3 – com relação às competições nacionais, a CBF aplicou até este momento quase 90 mil testes, com taxa de positividade de apenas 2,2%, e analisou mais de 110 mil inquéritos epidemiológicos para garantir a segurança e a saúde dos profissionais que atuam no futebol, em especial jogadores, comissões técnicas e árbitros. Há rígidos protocolos que orientam as melhores práticas em relação às viagens, hospedagens, refeições, treinamentos, entre outros;

4 – estudos científicos elaborados por médicos especialistas atestam que não houve contágio entre os jogadores durante as partidas, resultados comprovados a partir do monitoramento de jogos das quatro séries do Campeonato Brasileiro, mediante a aplicação de técnicas como sequenciamento genético do vírus, constituindo-se no maior estudo feito no mundo sobre pandemia e futebol. Foram 21 competições, 367 equipes, 2.423 jogos e 218 mil minutos de futebol contabilizados pela Comissão Médica em seu trabalho científico;

5 – do ponto de vista econômico, a realização dos jogos e competições representa a quase totalidade dos recursos obtidos pelos clubes e, consequentemente, da manutenção dos empregos por eles gerados, especialmente aos profissionais que recebem as menores remunerações. Importante lembrar que dos 11.300 contratos profissionais ativos registrados na CBF, 80% deles apresentam valores inferiores a cinco salários mínimos mensais. Recente levantamento efetuado pela Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (FENAPAF), reportado à CBF por seus dirigentes, apurou que cerca de 90% dos atletas sentem-se seguros e apoiam a continuidade das competições.

6 – do ponto de vista do auxílio no enfrentamento à pandemia, além dos dados científicos colocados à disposição das autoridades sanitárias, o futebol transmitido ao vivo em diversas plataformas oferece ao público uma opção de entretenimento em casa, auxiliando o poder público em suas campanhas para evitar aglomerações.

Por tudo isso, a CBF, Federações e Clubes entendem que existem todas as condições para a continuidade das competições com segurança e responsabilidade, a exemplo do que é verificado nos principais países do mundo e nos mais diversos esportes, não havendo registro, entre as ligas mais importantes, de nenhuma paralisação durante a segunda onda da pandemia nos seus respectivos países.

A CBF ressalta ainda que, desde o início da pandemia, o futebol trabalha em permanente diálogo e alinhamento com as orientações das autoridades sanitárias dos estados e cidades onde ocorrem as partidas.”

Fonte: Agência Brasil

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