08 de janeiro, 2026

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Caso Bia: Mandante do crime continua foragido; justiça ouve testemunhas e executor chora ao ver mãe da vítima de Botucatu

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Quase 7 meses após o assassinato da botucatuense Ana Beatriz Lucas, de 24 anos, a Polícia ainda procura por Jefferson de Lima Silva, 44 anos, dono do salão onde a vítima trabalhava e mandante do crime que resultou na morte da jovem, em Osasco/SP.

Também é procurado pela justiça o filho de Jefferson, José Neto, de 24 anos apontado como co-autor do crime. Neto teria apresentado, Taylon Patrick Ferreira Campos, o executor do crime, para o pai e também teria feito o transporte do assassino no dia do crime.

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A mãe de Bia, Dalva Agapito, falou nesta quarta-feira (24) com a redação do Jornal Leia Notícias. Ainda muito abalada, ela contou que participou das oitivas de testemunhas e ficou frente a frente com o assassino da filha por teleconferência. ” Foi difícil e horrível olhar para o Taylon mesmo pelo vídeo. Sofri muito e vi que ele chorou quando me viu, apesar de não demonstrar arrependimento do crime. Não consigo perdoar”, afirmou a mãe.

Ainda de acordo com Dalva, Jefferson teve ajuda da família para se esconder e segundo informações está na casa de familiares em Minas Gerais. A Polícia ainda não tem pistas concretas sobre seu paradeiro.

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O salão, local onde Bia foi executada brutalmente com um tiro da boca, segue parcialmente aberto. ” A parte de estética feminina não funciona mais. A barbearia continua funcionando através da Gláucia, mas apenas com uma funcionária. Todos os outros integrantes da equipe pediram demissão após o crime.”, informou Dalva.

Bia e Gláucia se envolveram amorosamente logo após a entrada da cabeleireira no salão. ” Elas ficaram juntas por 4 meses e 2 dias. Falo sempre com a Gláucia e sei que ela está do nosso lado. Em todos os depoimentos, ela nos apoiou e ficou contra o Jefferson”, relatou Dalva.

Gláucia segue muito abalada e ficou com a vida destruída após o crime. Ela tenta recomeçar a vida sem o marido e cuidando dos 3 filhos do casal.

Defesa

Mesmo foragido, Jefferson mantém uma defesa ativa. Os advogados do empresário afirmam que o crime não foi passional, mas por motivos financeiros.

De acordo com a defesa, com o envolvimento de Bia e Gláucia, Jefferson não tinha mais acesso às finanças do salão e precisava de dinheiro para pagar as dívidas de droga do filho José Neto com Taylon.

Relembre o caso

Bia era cabeleireira em um salão de beleza na cidade de Osasco e se envolveu em um relacionamento amoroso com Glaucia, esposa de Jefferson.

O crime, que a princípio foi registrado como latrocínio – roubo seguido de morte – tinha traços de execução e teve como mandante Jefferson de Lima Silva, 44 anos,  dono do salão e marido de Gláucia, com quem Bia, como era conhecida entre os amigos e familiares, estava se relacionando.

De acordo com Jorge Batista Godoy, o casal teve várias brigas antes do crime em Campo Limpo, onde moraram. No salão, Bia chegou a presenciar as brigas e denunciou Jefferson na Polícia por agressão contra Gláucia.

JEFFERSON SILVA É PROCURADO PELA JUSTIÇA POR ENCOMENDAR MORTE DE BIA. ELE EXCLUIU SUA CONTA NAS REDES SOCIAIS APÓS A DIVULGAÇÃO DO CASO NA IMPRENSA

Na noite de Natal, Jefferson chamou seu vizinho Taylon Patrick Ferreira Campos (foto), de 24 anos, e acertou a morte de Bia, por ciúmes, pelo valor de R$ 1.500,00. Ele havia descoberto que a esposa mantinha um relacionamento amoroso com a funcionária.

Dois dias depois do acordo, entre o mandante e o executor, Bia foi morta em um assalto no Salão Unique, em Osasco. Taylon chegou ao local após o horário do expediente, cortou o cabelo com a vítima  e anunciou o falso assalto. Em seguida, pediu por um cofre que não existia e acabou atirando da boca de Bia antes de fugir.

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