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O caseiro Giovani Gomes de Souza, de 26 anos, preso neste domingo (8) suspeito de matar o empresário Gervasio Tadao Nagahama, de 45, cometeu o crime por causa de dívidas de jogos de aposta. A informação foi divulgada pela Polícia Civil durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (9).
De acordo com o delegado responsável pelas investigações do caso, Rodrigo Ayres, Giovani trabalhava e morava na fazenda do empresário, que ficou seis dias desaparecido antes de ser encontrado morto na quinta-feira (5), em uma vala na área rural de Pilar do Sul (SP). Conforme o delegado, ele vendeu 1,5 mil caixas de cereais sem a autorização da vítima.
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As investigações apontaram que, com a venda das cereais, o caseiro faturou R$ 10 mil. Ao descobrir, Gervasio solicitou o dinheiro obtido e, caso não recebesse, registraria um boletim de ocorrência contra o rapaz. O empresário foi enforcado até a morte durante uma emboscada, informou o delegado.
Ayres ainda pontua que o corpo de Gervasio foi enterrado na vala com a ajuda de uma retroescavadeira. Giovani cavou um buraco de cinco metros e fugiu com o carro do empresário, que foi encontrado carbonizado em uma estrada rural da cidade ainda no dia 1° de março.
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“Pode ter havido uma asfixia, ou até mesmo um enforcamento. Quando localizamos o corpo, ele estava com uma camisa amarrada no pescoço. Quem realmente poderá afirmar é o laudo técnico da perícia e do IML”, diz.
O delegado esclareceu que o pedido de prisão temporária de Giovani foi expedido ainda na sexta-feira (6). O caseiro foi encontrado e preso pela corporação em Sorocaba (SP), no domingo (8). Giovani deve responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
A polícia também divulgou um vídeo do momento que a equipe escavava um terreno e encontrou o corpo de Gervasio. Nas imagens, é possível ver que ele havia sido enterrado em uma área próxima a um rio.
Segundo o delegado, da Divisão Especializada de Investigações Criminais de Sorocaba (Deic), a polícia também aguarda os laudos da perícia e do Instituto Médico Legal (IML), que devem ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte. As investigações continuam.
“Estamos aguardando retorno de algumas decisões judiciais para dar andamento à investigação”, explicou o delegado.
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Desaparecimento
O empresário estava desaparecido desde 27 de fevereiro, após sair para uma reunião de negócios. Segundo a Guarda Civil Municipal (GCM), o corpo de Gervasio foi localizado durante uma operação realizada em conjunto com a Polícia Civil no município.
O carro dele foi encontrado carbonizado ainda no domingo (1º), na Estrada Rafael Francisco de Morais, na zona rural de Pilar do Sul. A morte causou comoções nas redes sociais.
O perfil da agência de viagens fundada por Gervasio publicou uma nota lamentando pela morte do empresário.
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“Sua história, seus valores e o legado que construiu continuarão vivos em cada passo da nossa jornada. Seguiremos honrando sua memória com gratidão, respeito e compromisso de continuar aquilo que ele iniciou com tanto amor”, declararam.
O corpo de Gervasio foi enterrado na tarde de sexta-feira (6), no Cemitério Municipal São João Batista, em Pilar do Sul. Não houve cerimônia de velório.
Fonte: G1