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A casa onde vivia Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, desaparecida desde 22 de dezembro, foi demolida na manhã desta terça-feira (2), em Bauru (SP), para permitir a continuidade das buscas pela idosa.
Segundo a Polícia Civil, as escavações no poço desativado da propriedade onde a idosa morava começaram no dia 30 de dezembro e já ultrapassaram 20 metros de profundidade.
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O imóvel ficava em um sítio, na região do Rio Verde, onde a Polícia Civil concentra as investigações. A demolição contou com o apoio da Prefeitura de Bauru e foi acompanhada pelo Corpo de Bombeiros.

De acordo com a Polícia Civil, a medida foi necessária para ampliar o espaço ao redor de um poço apontado como um possível local onde o corpo da idosa poderia estar.
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A informação teria sido repassada de forma informal pelo casal suspeito de envolvimento no desaparecimento, que está preso.
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De acordo com o coordenador da Secretaria de Obras de Bauru, Téo Zacarias, a estrutura antiga do poço dificulta o trabalho das equipes.
“O poço é profundo. Já fizemos escavações de aproximadamente 20 metros e a estimativa é que ainda tenha cerca de 15 metros pela frente. Não sabemos exatamente o que há abaixo disso”, explicou.
Ainda segundo Zacarias, o poço tem mais de 30 anos e foi construído manualmente, com estruturas circulares empilhadas, o que exige a retirada cuidadosa de cada anel.
“Cada célula tem cerca de 70 centímetros de altura e precisa ser retirada uma a uma. Para isso, é necessário espaço, e a casa acabava atrapalhando o avanço das escavações. Tentamos preservá-la, mas chegamos à conclusão de que a demolição era inevitável”, afirmou.
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O Corpo de Bombeiros segue auxiliando nas buscas, principalmente para garantir a segurança dos trabalhadores que atuam no local.
Caso Dagmar
As buscas começaram após a abertura de um boletim de ocorrência, no dia 22 de dezembro, comunicando o desaparecimento de Dagmar.
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As investigações foram intensificadas após a prisão de um casal de caseiros, suspeito de envolvimento no desaparecimento.
Segundo a Polícia Civil, a dupla trabalhava e morava na mesma propriedade da idosa e deixou o local de forma repentina. O carro de Dagmar também havia desaparecido.
“O caseiro não estava mais na residência, o local estava revirado e o carro da dona Dagmar também não se encontrava mais ali”, contou o delegado Luciano Faleiro Rezende, responsável pelas investigações.
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O casal foi localizado após a polícia encontrar o carro da idosa em Tatuí (SP), onde teria sido trocado por uma caminhonete. Eles foram presos em 24 de dezembro, em Salto do Itararé (PR), quando tentavam trocar o veículo novamente.
Durante as investigações, o poço da propriedade passou a ser apontado como possível local onde o corpo de Dagmar poderia estar.
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Segundo o delegado, os suspeitos teriam afirmado informalmente ter dado uma paulada na cabeça da idosa e jogado o corpo no poço, mas permaneceram em silêncio durante os depoimentos formais.
“Eles acabaram confessando que teriam matado a dona Dagmar e a jogado no poço. Porém, quando foram ser ouvidos formalmente, acabaram ficando em silêncio para se manifestar somente em juízo. A única coisa que disseram foi que deram uma paulada na cabeça da vítima e que, diante dessa situação, não sabendo o que fazer, decidiram jogá-la no poço”, disse o delegado.
Até a última atualização desta reportagem, Dagmar Grimm Streger permanecia desaparecida.
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Fonte: G1