27 de abril, 2026

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Carne mais cara: Cota da China reduz oferta e mantém preços elevados no Brasil

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Limite imposto ao produto brasileiro pode reduzir abates e manter preços elevados no mercado interno ao longo do ano

A carne bovina deve continuar com preços elevados no Brasil em 2026, impulsionada por mudanças nas regras de exportação para a China e pela dinâmica de produção no país.

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O principal fator é a nova cota anual imposta pelo mercado chinês para a compra de carne brasileira. A partir deste ano, o limite será de 1,106 milhão de toneladas por ano, com teto total de 2,8 milhões até 2028. Volumes que ultrapassarem essa quantidade passarão a ser taxados em 55%, o que tende a desestimular exportações fora da cota.

Apesar da expectativa de que a restrição pudesse aumentar a oferta interna e reduzir preços, o movimento do setor deve ser diferente. Frigoríficos tendem a reduzir o abate para evitar excesso de carne no mercado e prejuízos, o que mantém a oferta limitada e sustenta os preços elevados.

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Dados recentes indicam que o Brasil já exportou 701,64 mil toneladas de carne bovina no primeiro trimestre deste ano, alta de quase 20% em relação ao mesmo período de 2025. Apenas para a China, foram 325,42 mil toneladas, reforçando a forte dependência do principal parceiro comercial.

O setor avalia que o risco está no ritmo das exportações ao longo do ano. Tradicionalmente, o segundo semestre concentra os maiores volumes de embarque. Em 2025, o Brasil exportou 1,648 milhão de toneladas para a China. Com a nova cota menor, o país pode atingir o limite antes do período de maior demanda.

A combinação entre exportações aquecidas, limitação de vendas externas e ajustes na produção deve manter a carne em patamar elevado, inclusive durante o segundo semestre.

O impacto já aparece no campo e no varejo. A arroba do boi gordo chegou a R$ 368,54 em abril no mercado paulista, maior média da série histórica do Cepea. Em janeiro, o valor era de R$ 324,51, representando alta de 13,6% em quatro meses.

Nos supermercados, os preços também seguem pressionados. Levantamento recente aponta a picanha acima de R$ 80 o quilo em estados como São Paulo, Minas Gerais e Paraná. O filé-mignon ultrapassa R$ 100 o quilo, enquanto cortes mais populares, como acém e paleta, já superam R$ 40 em parte do país.

Com CNN Brasil

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