19 de fevereiro, 2026

Últimas:

Capivara com arco preso no corpo há 21 dias mobiliza força-tarefa para remoção em Piracicaba

Anúncios

Uma capivara foi vista, em Piracicaba (SP), com uma espécie de ‘arco’ preso ao tórax desde o dia 29 de janeiro de 2026. Ela estava na região do complexa da Rua do Porto e do rio Piracicaba. A Prefeitura do município preparou um esquema para retirar o objeto e garantir a segurança do animal.

Um área de contenção foi montada, conforme divulgou a prefeitura nesta quarta-feira (18), para realizar a retirada o artefato com ajuda de uma armadilha para capturar a capivara e, depois, fazer o manejo adequado com o animal silvestre. Técnicos e profissionais da Divisão de Proteção Animal estão a postos.

Anúncios

Segundo a administração municipal, equipes da Divisão de Proteção Animal realizam tentativas contínuas de captura para procedimento de retirada do artefato e garantir a segurança do animal desde o dia 29 de janeiro de 2026.

Capivara com artefato preso ao tórax em Piracicaba (SP) (Foto: Divulgação/Prefeitura de Piracicaba)

Armadilha

O espaço foi montado próximo ao local já frequentado pela capivara.

Anúncios

A equipe da Divisão de Proteção Animal monitora o comportamento do animal para realizar o procedimento no momento mais oportuno, com o menor nível de estresse possível.

O local exato da armadilha não será divulgado para evitar que curiosos afugentem o animal e prejudiquem o trabalho, informou a prefeitura.

Como funciona o manejo?

Segundo a prefeitura, o espaço foi estruturado por especialistas e possui cercamento e técnicas que garantem a segurança da equipe e da capivara.

O manejo depende de o animal entrar voluntariamente no espaço, sem perceber alterações no ambiente.

Divisão de Proteção Animal de Piracicaba (Foto: Prefeitura de Piracicaba/ Reprodução/ EPTV)

Por onde a Capivara já andou?

Ainda segundo a prefeitura, o animal já foi avistado em diferentes ocasiões, nas imediações da Avenida Cruzeiro do Sul, porém nem sempre é encontrado no mesmo ponto.

Por se tratar de uma espécie que se desloca em bandos e possui ampla mobilidade, a capivara muda com frequência de localidade, o que exige monitoramento constante.

Equipes da Divisão de Proteção Animal monitoram o animal com frequência e buscam oportunidade mais segura para retirada de artefato (Foto: Prefeitura de Piracicaba/Reprodução)

“O problema maior é que a capivara tem comportamento arredio. Ela já percebe a aproximação das equipes e se esquiva rapidamente, buscando refúgio no rio, localizado a menos de 1,5 metro do ponto onde costuma ser vista”, explicou o veterinário e gerente da Divisão, Maurício Etechebere.

“Além disso, não é possível realizar a sedação do animal nessas condições, e alternativas como o uso de armadilhas dependem de autorização de órgãos ambientais, como o Ibama, o que inviabiliza a adoção imediata desse método”, completou.

Área de Lazer da Rua do Porto (Foto: Claudia Assencio/ g1)

Capivara ferida

Uma segunda capivara com ferimentos também foi identificada, mas a avaliação técnica concluiu que as lesões são resultado de disputas territoriais naturais do bando.

A prefeitura informou que, ao contrário do primeiro caso, este segundo não terá intervenção, pois o procedimento causaria estresse excessivo e desnecessário à fauna silvestre.

A administração reforça que o descarte irregular de resíduos representa risco à fauna e pede atenção da população para preservar as margens do rio.

Fonte: G1

Talvez te interesse

Últimas

Com planos que acumularam alta de 327% (Ieps), avanço do adoecimento emocional e aumento da solidão, especialistas apontam que 2026...

Categorias