11 de fevereiro, 2026

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Câmera é colocada em buraco da “geleira do fim do mundo” na Antártida; veja vídeo

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Nos confins do continente antártico, encontra-se uma das massas de gelo mais instáveis do planeta. A geleira Thwaites, conhecida como “geleira do fim do mundo”, é uma das maiores da Antártida. Seu nome tem a ver com um cenário preocupante: o derretimento dessa massa de gelo poderia desencadear elevações catastróficas do nível do mar a nível global.

Algumas porções da geleira, inclusive, já estão à beira do colapso, fazendo com que cientistas organizem expedições para estudar os efeitos de águas quentes sob o derretimento do gelo. A missão mais recente, feita por pesquisadores do British Antarctic Survey (BAS) e do Korea Polar Research Institute (KOPRI), capturou imagens impressionantes do interior da geleira.

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Mergulhando fundo na geleira

Segundo comunicado, a ideia era que a equipe internacional instalasse instrumentos oceanográficos de longo prazo na geleira Thwaites para fornecer as primeiras medições contínuas das condições oceânicas sob o tronco principal da geleira, que se move rapidamente.

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Para que isso fosse possível, os cientistas acamparam por mais de uma semana no local e instalaram um sistema de perfuração de gelo que funciona à base de água quente. Eles perfuraram aproximadamente mil metros, o que possibilitou a visualização tanto de inúmeras camadas de gelo quanto de grutas internas.

Por conta das baixíssimas temperaturas, o furo de apenas 30 centímetros de diâmetro precisava de manutenção constante para que não congelasse novamente. Além disso, a geleira se move até 9 metros por dia, o que poderia causar a deformação do buraco.

Após implantar os instrumentos de medição de forma temporária, a equipe obteve dados de condições oceânicas turbulentas e água “relativamente quente capaz de provocar um derretimento substancial na base do gelo”. A geleira Thwaites já é responsável por cerca de 4% da elevação anual do nível do mar na Terra, e dados de previsões da velocidade de derretimento podem aumentar esse percentual.

As gravações feitas pelos cientistas se aprofundando dentro a estrutura da geleira mostra a existência de câmaras de gelo intocadas (Foto: Reprodução/British Antarctic Survey)

Progressos, apesar de frustrações

Durante a fase final da expedição, quando os cientistas tentavam baixar um sistema de amarração que deveria permanecer sob a geleira por um ou dois anos – transmitindo dados via satélite –, os instrumentos ficaram presos. O imprevisto, junto a previsões meteorológicas adversas, fez com que o grupo abandonasse a missão sem concluir o seu principal objetivo.

“O trabalho de campo na Antártica sempre envolve riscos. Há uma janela de tempo muito pequena para que tudo funcione perfeitamente. Embora este resultado seja profundamente decepcionante, os dados que conseguimos obter são cientificamente valiosos e ajudarão a moldar os esforços futuros”, afirma Keith Makinson, oceanógrafo e engenheiro de perfuração do BAS, no comunicado.

Essa é a segunda tentativa de alcançar o fundo da geleira Thwaites, após uma expedição anterior em 2022 que não conseguiu atingir a região pelas condições do gelo marinho. Os progressos obtidos na nova expedição será essencial no trabalho dos cientistas do BAS e do KOPRI para ampliar conhecimentos de futuras campanhas de campo na Antártida.

Fonte: Um Só Planeta

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