03 de janeiro, 2026

Últimas:

Botucatu: Cachoeira do Véu de Noiva pode ficar dois anos fechada para obras

Anúncios

Na semana passada, a Prefeitura de Botucatu, através da Defesa Civil, distribuiu um comunica­do informando que devi­do ao início das obras de construção da Represa do Véu de Noiva, no Rio Pardo, o acesso ao públi­co na cachoeira foi inter­rompido devido aos ris­cos de acidentes.

O comunicado não in­formava o tempo de sus­pensão dos serviços, mas a julgar pela dimensão e complexidade da obra, o espaço deverá ficar in­terrompido por até dois anos, conforme admite o coordenador da Defesa Civil, Lucas Trombaco.

Anúncios

“A empresa está cor­tando e destocando um conjunto de árvores que tem no local e que será encoberto, no futuro, pelas águas da represa. Devido aos riscos com a movimentação de máqui­nas, queda de árvores e o risco de um galho cair no lago e entrar na corren­teza, caindo na cachoeira, por segurança a todos, decidimos suspender as visitações”, informou Trombaco.

A Defesa Civil fez sina­lização indicando a proi­bição, porém não informa quanto tempo. Trombaco conta que a obra vai ser constantemente acom­panhada pela Defesa Civil e outros órgãos, e quando não houver ris­cos para o público, ime­diatamente, a cachoeira será liberada.

Anúncios

“Não tenho condições de informar se a interrup­ção será temporária ou mais longa. Tudo será di­mensionado em relação ao risco para os usuários da cachoeira. Se não ti­ver riscos vamos liberar o acesso, mas essa questão será analisada de acordo com a obra”, afirmou.

“Colocamos diversas placas informando a proibição de uso da ca­choeira. Vamos atuali­zando com a empresa a possibilidade de uso pela população, mas acredito que não será em breve, já que toda a infraestrutura que existia no local, como o bar, moradia do caseiro e outras construções que existiam na cachoeira, foram derrubadas para instalação do canteiro de obras”, concluiu.

Retirada de Árvores

Neste momento está sendo feita a destocagem e corte de árvores, como pinus e eucalipto de re­florestamento, que foram plantadas às margens do Rio Pardo e suas nas­centes. De acordo com a Defesa Civil, toda aquela região estará sob intensa movimentação de cami­nhões e máquinas pesa­das. Além da área da fu­tura represa, também as estradas de acesso terão alterações na sua rotina.

“Para retirar as árvores que estão sendo cortadas e destocadas, caminhões farão o transporte da ma­deira para outro local e usarão a rodovia Gastão Dal Farra. Portanto, te­remos transito acima da média de caminhões car­regados com materiais de construção e madeira, aumentando os riscos de acidentes e atropela­mentos. Estaremos di­mensionando o trabalho na região para oferecer segurança a todos”, disse Lucas Trombaco, da De­fesa Civil, na Rádio Clube FM.

Jornal Leia Notícias por Haroldo Amaral

Talvez te interesse

Últimas

Anúncios Cinco pessoas ficaram feridas após um ataque de abelhas em Sarapuí (SP), na tarde deste sábado (3). Duas mulheres, dois homens...

Categorias