Universidades de SP não terão cortes, diz Doria

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Em evento no Palácio dos Bandeirantes para anunciar a conclusão da captação de verbas para o Museu Paulista, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) disse que as universidades estaduais não sofrerão cortes.

Doria tomou a palavra após o reitor da USP, Vahan Agopyan, responder a questão colocada pela Folha sobre como ficam as pesquisas realizadas na instituição, no contexto atual de cortes na educação.

Após Agopyan afirmar que a USP, como as demais universidades estaduais, goza de “autonomia garantida por decreto”, além de contar com verbas para pesquisa da Fapesp, o governador afirmou que não há “cortes previstos nas universidades de São Paulo”.

Doria frisou que o aporte do estado feito a USP, Unesp e Unicamp por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico é “constitucional e garantido”.

O orçamento das estaduais paulistas é financiado com uma parcela da arrecadação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) desde 1989, quando o então governador Orestes Quércia assinou o chamado “decreto da autonomia”.

Recentemente, a comunidade acadêmica paulista passou a temer pela autonomia, após o trio de universidades se tornar alvo de CPI na Assembleia Legislativa do estado, proposta e presidida pelo vice-líder do governo na Casa, deputado Wellington Moura (PRB).

O objetivo da CPI seria investigar “irregularidades na gestão das universidades públicas no estado, como repasse de verbas públicas”, segundo o requerimento de criação.

Tanto Moura quanto a vice-presidente da comissão, deputada Carla Morando (PSDB), porém, manifestaram publicamente que uma das metas seria investigar possível aparelhamento ideológico.

A declaração de Doria foi feita no mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a dizer que os manifestantes que participaram de atos pela educação na quarta (15) “foram usados como massa de manobra”.

Na entrevista desta sexta, Doria foi indagado sobre os riscos que a proximidade com o presidente lhe traria, num momento em que o governo federal se encontra em crise.

Doria esteve em Nova York, no evento da Câmara de Comércio Brasil-EUA em que Bolsonaro deveria ter recebido o título de “personalidade do ano”, na quarta-feira.

O governador também esteve em Dallas, onde o presidente recebeu na quinta (16) a distinção, após Nova York ter lhe fechado as portas.

Doria disse guardar com o governo federal, “em geral muito correto com o governo do estado”, uma “relação institucional e de respeito”.

“Não é uma relação de alinhamento”, disse ele, frisando que o PSDB não se alinha com o governo federal, mas respeitaria “todas as decisões que sejam boas para o país”, como a reforma da Previdência.

Fonte: Yahoo!

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