Maioria tem medo do coronavírus e apoia suspensão de aulas e eventos e fechamento de fronteiras, diz Datafolha

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Pesquisa Datafolha publicada neste domingo (22) pelo jornal “Folha de S.Paulo” mostra que a maioria da população brasileira tem medo do novo coronavírus, apoia medidas para conter o avanço da pandemia no país e está tomando medidas para evitar ser infectada.

A pesquisa ouviu 1.558 pessoas entre quarta-feira (18) e sexta-feira (20) em todas as regiões do país. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Por causa do coronavírus, o levantamento foi realizado por telefone, método que, segundo o Datafolha, não tem a mesma eficácia das pesquisas presenciais nas ruas e nos domicílios.

Veja os números.

Medo de ser infectado

O instituto perguntou se os entrevistados têm medo de ser infectados. Os percentuais foram:

  • Muito medo: 36%
  • Um pouco de medo: 38%
  • Não tem medo: 26%

Na divisão entre sexo, 44% das mulheres têm muito medo, ante 35% dos homens. Pessoas com mais de 60, que fazem parte do grupo de maior risco, representam o maior índice de pessoas que acham que não vão ser contaminadas: 19%.

Restrições

O instituto também perguntou se os entrevistados achavam necessário a adoção de algumas medidas de restrição. Veja os percentuais dos que se disseram favoráveis a cada uma delas:

  • Suspender eventos com mais de 100 pessoas: 95%
  • Suspender viagens de avião para outros países: 94%
  • Suspender as aulas nas escolas: 92%
  • Fechar as fronteiras: 92%
  • Suspender viagens: 92%
  • Suspender jogos de futebol: 91%
  • Evitar abraçar e beijar as pessoas: 90%
  • Evitar frequentar bares e restaurantes: 86%
  • Fechar shoppings: 84%
  • Suspender cultos em missas: 82%
  • Trabalhar em casa: 78%
  • Evitar fazer reuniões em casa: 76%
  • Fechar o comércio: 46%

Proibição de sair às ruas

Os entrevistados foram perguntados, também, se concordavam que todas as pessoas sejam proibidas de saírem às ruas por algum tempo para diminuir o contágio com o coronavírus. Os percentuais foram:

  • A favor: 73%
  • Contra: 24%
  • Indiferente: 2%
  • Não sabe: 1%

Chance de infecção

O instituto perguntou aos entrevistados qual é chance de pegar a doença eles acreditam ter. Veja as respostas :

  • Tem chance: 83%
  • Grande: 20%
  • Média: 33%
  • Pequena: 30%
  • Não tem chance: 12%
  • Não sabe: 5%

Precaução

Os entrevistados foram perguntados sobre as atitudes que estão tomando para evitar serem infectados. As respostas mais citadas foram:

  • Está tomando atitudes para evitar o contágio: 97%
  • Lavar as mãos/rosto/nariz: 63%
  • Evitar sair de casa/quarentena/isolamento social: 59%
  • Utilizar álcool gel: 46%
  • Evitar aglomerado de pessoas: 25%
  • Evitar abraçar e beijar as pessoas: 8%

Impacto no cotidiano

Os entrevistados foram perguntados sobre as mudanças no cotidiano por conta o coronavírus. Veja os números:

  • Parou de trabalhar: 37%
  • Deixou de ir às aulas: 55%
  • Interrompeu as atividades de lazer: 76%
  • Não sai mais às ruas: 46%

Dificuldade para comprar alimentos e remédios

O instituto também perguntou se os entrevistados estão com dificuldades para comprar alguns alimentos e remédios. Os números são os seguintes:

Alimentos

  • Muita dificuldade para comprar alguns alimentos: 3%
  • Um pouco de dificuldade para comprar alguns alimentos: 6%
  • Não teve dificuldade para comprar alimentos: 89%

Remédios

  • Muita dificuldade para comprara lguns remédios: 7%
  • Um pouco de dificuldade para comprar remédios: 7%
  • Não teve dificuldade para comprar remédios: 80%

Contato físico

Os entrevistados também responderam se deixaram de fazer alguns tipos de contatos físicos. Veja os percentuais que disseram ter deixado de

  • Abraçar outras pessoas: 77%
  • Cumprimentar outras pessoas com aperto de mão: 77%
  • Sair para atividades de lazer: 76%
  • Beijar outras pessoas: 75%
  • Sair para ir à escola/faculdade/curso: 55%
  • Sair na rua: 46%
  • Fazer alguma viagem que estava programada: 43%
  • Sair para trabalhar: 37%

Gravidade do surto de coronavírus

Os entrevistados também disseram se acreditam que o surto de coronavírus, que se tornou uma pandemia, é sério ou não é motivo para tanta preocupação. Veja os resultados:

  • Muito sério: 88%
  • Não há motivo para tanta preocupação: 11%
  • Não sabe: 1%

Nível de informação

O Datafolha também perguntou se os entrevistados se sentem bem informados. Veja os números:

  • Está bem informado: 72%
  • Está mais ou menos informado: 24%
  • Está mal informado: 3%

Fonte: G1

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