Família de brasileiro que morreu em voo na Europa não sabia de viagem

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O brasileiro que morreu no domingo (18) durante um voo entre Lisboa e Dublin é o amapaense John Kennedy dos Santos Gurjão, de 24 anos. A tia dele, Lourdes Gurjão, contou ao G1 nesta segunda-feira (19) que o sobrinho não informou à família que havia viajado para fora do país, e que em conversas por mensagens de texto dizia que estava em Macapá.

Ele morava na capital do estado há mais de um ano desde que deixou a cidade natal Calçoene, distante 374 quilômetros.

A família foi informada da morte nesta segunda-feira após ligação da embaixada brasileira em Dublin, capital da Irlanda. O corpo de John Kenndy está no instituto médico legal em Cork, no Sul do país europeu para ser feita a análise da causa da morte.

Segundo a agência EFE, o avião da companhia aérea irlandesa Aer Lingus fazia o trajeto quando o jovem começou a sofrer convulsões e a se comportar agressivamente. Ele foi levado para a parte traseira da aeronave por pessoas que tentaram acalmá-lo e imobilizá-lo. Ele mordeu um passageiro, que foi hospitalizado.

“Recebemos um telefonema do consulado informando se conhecíamos ele. Na verdade não sabíamos nem que ele estava fora do país, e não estávamos sabendo por onde ele andava. Ele saiu [viajou para o exterior] aí de Macapá. O contato dele com a gente era por mensagem. Ele dava ‘bom dia’, ‘boa tarde’, dizia que estava bem, mas era só o que sabíamos dele”, relatou apreensiva a tia Lourdes Gurjão, por telefone.

A familiar disse também que o jovem sempre foi de baixa renda e ficou surpresa ao saber que ele estava fora do país. John Kennedy deixou oito irmãos e sempre morou em Calçoene antes de sair para a capital.

“Saiu de Calçoene por sobrevivência, questão de vida mesmo, ele perdeu os pais muito cedo e por falta de emprego foi embora para Macapá. Foi um susto muito grande, nunca imaginamos que ele viajar para tão longe”, revelou Lourdes.

Após a notícia da morte, a tia suspeita que um namorado de John Kennedy possa ter convencido o sobrinho a sair do país, mas não sabe o motivo. “Ele tinha um namorado, só que não temos informação sobre ele”, revela.

No Facebook, foram encontrados dois perfis do amapaense e em ambos ele diz que mora em cidades fora do país, como Puerto Ordaz, na Venezuela, e Barcelona na Espanha.

Pouso de emergência

Durante a ocorrência no avião, o piloto decidiu então fazer um pouso de emergência no aeroporto de Cork, no sul da Irlanda, enquanto um médico e duas enfermeiras que estavam a bordo tentaram salvar o brasileiro, que acabou morrendo.

Após aterrissar, por volta das 17h locais (14h, pelo horário de Brasília), os outros 167 passageiros permaneceram por cerca de duas horas no avião para serem interrogados pela polícia.

A maioria dos passageiros seguiu viagem para Dublin de ônibus, exceto o ferido pela mordida e uma mulher portuguesa de 40 anos, que continua detida, acusada de tráfico de drogas.

A polícia não confirmou ainda se o brasileiro morto e a portuguesa viajavam juntos, mas a imprensa local informou que ela foi presa após encontrarem anfetamina em sua mala.

Fonte: G1

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