Em junho, reserva indígena em MS tem um assassinato a cada dois dias e meio

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A reserva indígena de Dourados, que tem a maior população indígena do país, com cerca de 13 mil habitantes, vem enfrentando uma escalada da violência nos últimos dias. Somente em junho foram registrados na área 6 assassinatos. A média entre o dia 1º e o dia 15 é de um homicídio a cada dois dias e meio.

O mais recente caso aconteceu na madrugada deste sábado (15) na aldeia Jaguapiru, que integra a reserva junto com a aldeia Bororó. Tio e sobrinho (foto) foram assassinados quando se dirigiam a um bar. Veja abaixo o histórico da escalada da violência neste mês:

  • 3 de junho – Populares encontram o corpo de Felismar Benitez Ortiz, de 28 anos, boiando às margens do lago que fica na aldeia Bororó. Ele foi morto com golpes de madeira no rosto e na cabeça no dia 1º de junho. O suspeito pelo crime foi preso depois de matar o casal Osvaldo e Rosilene, em uma tentativa de queima de arquivo, já que Osvaldo teria presenciado o espancamento da vítima.
  • 7 de junho – Osvaldo Ferreira, de 38 anos, e sua esposa, Rosilene Rosa Pedro, de 34 anos, foram encontrados mortos na própria casa, na aldeia Bororó, após o filho deles, um menino de 9 anos, em estado de choque, contar para a professora sobre o crime. De acordo com a Polícia Civil, as vítimas e o suspeito ingeriam bebidas alcoólicas na noite de quinta-feira (6), e em um determinado momento o homem foi morto.Em seguida, conforma a polícia, a mulher foi estuprada e também morta. O corpo dela estava caído ao lado da cama, somente de camiseta. A faca usada no crime foi apreendida no local. Dois homens foram presos no dia 8 pelo crime. Um deles disse que matou o casal, porque Osvaldo presenciou ele cometendo outro crime, o assassinato de Felismar Benitez Ortiz.
  • 12 de junho – O corpo de Junior Abraão da Silva, de 22 anos, foi encontrado em um poço desativado da região da pedreira, próximo a aldeia Jaguapiru, entre Dourados e Itaporã. Dois suspeitos foram presos, um adolescente de 16 anos e um homem de 20 anos. Eles confessaram o crime e disseram que deram pauladas, pedradas e arrastaram a vítima ainda viva, antes de jogá-la dentro do poço. Os suspeitos disseram que agiram por ciúmes.
  • 15 de junho – Josias Machado, de 48 anos, e o sobrinho, Pedro Ávila, de 19 anos, passaram à noite consumindo bebida alcoólica, na aldeia Jaguapiru e, de madrugada, quando saíram para comprar mais, foram assassinados a golpes de faca e facão.

Diante desse quadro, lideranças indígenas da região vêm a Campo Grande nesta segunda-feira (17) para se reunir com o Ministério Público Federal (MPF) e possivelmente com o governo do estado, para pedir aumento do policiamento na região.

Segundo o MPF, não somente a reserva de Dourados, mas as comunidades indígenas do sul do estado estão vivenciando uma escalada sem precedentes nos índices de criminalidade, muito em função do consumo exagerado de drogas e álcool, ao passo em que o policiamento ostensivo e repressivo não acompanha esse cenário.

Desde 2015, o MPF tem uma força-tarefa de procuradores, a Avá Guarani, que investiga casos de violência contra indígenas em Mato Grosso do Sul.

No ano passado o MPF e as defensorias Públicas da União e de Mato Grosso do Sul ajuizaram ação civil pública para que os governos federal, estadual e municipal fossem obrigados a implementar políticas públicas de enfrentamento ao uso de drogas na reserva de Dourados.

Fonte: G1

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