Dólar fecha em alta, um dia após anúncio de corte e volta da CPMF

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O dólar fechou em alta nesta terça-feira (15), após a divulgação das medidas do governo federal divulgadas na véspera, com investidores preocupados com a perspectiva de que partes relevantes das medidas fiscais anunciadas, como o retorno da CPMF, podem enfrentar dificuldades de aprovação no Congresso.

Além disso, o mercado aguarda a reunião do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, nesta semana. A expectativa é que o Fed volte a elevar a taxa de juros dos Estados Unidos, o que pode fazer subir a cotação do dólar por aqui.

A moeda norte-americana subiu 1,28%, cotada a R$ 3,8626;

Veja as cotações ao longo do dia:

Às 9h09, subia 0,648%, a R$ 3,8385

Às 9h39, subia 0,962%, a R$ 3,8505

Às 9h59, subia 1,277%, a R$ 3,8625

Às 10h30, subia 1,1%, a R$ 3,8561

Às 11h05, subia 1,09%, a R$ 3,8556

Às 12h18, subia 1,35%, a R$ 3,8653

Às 13h15, subia 1,45%, a R$ 3,8690

Às 13h33, subia 1,28%, a R$ 3,8627

Às 14h33, subia 1,53%, a R$ 3,8723

Às 15h03, subia 1,79%, a R$ 2,8822

Às 15h50, subia 1,37%, a R$ 3,8662

Às 16h39, subia 1,11%, a R$ 3,8562.

Na semana, a moeda acumula queda de 0,37%. No mês e no ano, há alta acumulada de 6,49% e 45,28%, respectivamente.

Reação às medidas

Em um mesmo anúncio, foi proposto um bloqueio adicional de gastos no orçamento de 2016 no valor de R$ 26 bilhões e o retorno da CPMF.

“A maioria das medidas depende da aprovação do Congresso e levando em conta a baixa popularidade (da presidente Dilma Rousseff) e as relações difíceis com o Legislativo, vai ser difícil”, afirmou à Reuters o superintendente de câmbio da corretora Intercam, Jaime Ferreira.

O governo anunciou na véspera um pacote de medidas fiscais de R$ 65 bilhões, com o objetivo de garantir superávit primário em 2016 e resgatar a credibilidade da política fiscal.

A principal proposta é a recriação da polêmica CPMF, imposto sobre operações financeiras, que deverá ter tramitação difícil no Congresso Nacional.

Pouco após o anúncio, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou que é “temeroso” que o governo condicione o ajuste fiscal à volta da CPMF.

Reunião do Fed e juros nos EUA

No campo externo, a proximidade da reunião do Fed gerava cautela. As turbulências financeiras recentes originadas por temores de desaceleração da China lançaram dúvidas sobre a perspectiva de início do aperto monetário nos Estados Unidos, que pode atrair recursos aplicados atualmente em outros países.

“Após seis anos de recuperação, nossos economistas para os EUA veem probabilidade de 60% de que o próximo ciclo monetário nos EUA comece nesta semana”, escreveu o estrategista do UBS Geoff Dennis em nota a clientes, citando o mercado brasileiro entre os mais vulneráveis, segundo a Reuters.

Operadores, no entanto, atribuem uma chance menor de que isso se confirme. Após a divulgação de dados fortes sobre as vendas no varejo norte-americano, os contratos futuros de taxas de juros dos EUA passaram a apontar chance de 27% de que o Fed encerre a política de juros quase zerados na quinta-feira, contra 23% na segunda-feira passada, de acordo com o programa FedWatch, da CME Group.

Intervenção do BC

A alta recente da moeda norte-americana reacendeu nas mesas de câmbio o debate sobre a intervenção do Banco Central, uma vez que o fortalecimento do dólar tende a pressionar a inflação, ao encarecer importados. Em audiência no Senado o presidente do BC, Alexandre Tombini, apontou diversas vezes que, se há perda nesse lado com o avanço do dólar frente ao real, por outro o mesmo movimento vem impactando favoravelmente as reservas cambiais.

Nesta manhã, o BC deu continuidade ao seu programa diário de interferência no câmbio, seguindo a rolagem dos swaps cambiais que vencem em outubro e vendendo a oferta total de até 9,45 mil contratos, equivalentes a venda futura de dólares. Ao todo,o BC já rolou o equivalente a US$ 4,525 bilhões, ou cerca de 48% do lote total, que corresponde a US$ 9,458 bilhões.

Fonte: G1

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