Água utilizada na produção da cerveja Belorizontina estava contaminada

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anunciou nesta quarta-feira que a água utilizada na produção da Cerveja Belorizontina, feita pela Cervejaria Backer, estava contaminada com a substância dietilenoglicol. A análise do Mapa constatou ainda que a contaminação aconteceu dentro da cervejaria. Duas mortes por síndrome nefroneural, que podem estar relacionadas com a ingestão da cerveja, já foram confirmadas.

A força-tarefa formada para investigar o caso ainda não chegou à conclusão de como a água teria sido contaminada com a substância, mas três hipóteses são consideradas: sabotagem, vazamento no tanque de resfriamento ou utilização indevida do dietilenoglicol durante a produção. Seis lotes da Belorizontina e um lote da cerveja Capixaba já foram periciados e em todos eles foi encontrada a substância.

A apuração do Mapa identificou que a água utilizada, primeiramente, no resfriamento do mosto cervejeiro, materia-prima da cerveja, já estava contaminada. Ao longo da cadeia, essa água que após resfriar o mosto saía quente do tanque, era novamente utilizada no processo de produção. Assim, o Mapa concluiu que toda produção da Backer deve ter sido contaminada, justificando a decisão de determinar o recolhimento e impedir a comercialização de todos os rótulos da cervejaria.

Segundo o Mapa, os controles de produção demonstram que os lotes já detectados como contaminados passaram por distintos tanques, afastando a possibilidade de ser um evento relacionado ao lote ou tanque específico. Os representantes do ministério não disseram, no entanto, quantos tanques estariam com resquícios da substância.

O ministério identificou que desde janeiro de 2018 até agora a Cervejaria Backer adquiriu 15 toneladas de monoetilenoglicol, que pode resultar em dietilenoglicol após reações.

— Esse insumo não é consumido em ritmo elevado no processo. (A grande) aquisição pode significar ampliação do processo cervejeiro, mas também pode significar falha do processo de modo que o produto esteja sendo gasto acima do esperado — explicou Carlos Vitor Müller, coordenador-geral de vinhos e bebidas do Ministério.

Não há proibição de utilização do dietilenoglicol para serpentinas de resfriamento, no entanto, a maior parte das fábricas, segundo o Ministério, costuma utilizar o álcool etílico para esse fim. A restrição é que essa substância em hipótese alguma pode entrar em contato com o alimento por ser tóxica.

Fonte: Extra

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