Brasil conquista seu melhor resultado em 39 anos da Olimpíada Internacional de Matemática

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O Brasil ficou em 10º lugar na Olimpíada Internacional de Matemática, a maior competição entre estudantes de 14 a 19 anos do ensino médio. Este é o melhor resultado já conquistado desde que o Brasil participa do torneio, há 39 anos. A competição foi criada em 1959. Nesta edição, 105 países disputaram as provas.

Ao todo, a equipe brasileira somou 165 pontos, com uma medalha de ouro e cinco de pratas. Com o resultado, ficou à frente de países como Japão, França, Canadá e Alemanha.

Os estudantes que conquistaram as medalhas são:

  • Pedro Gomes Cabral, de Fortaleza (CE) – Ouro
  • Bernardo Peruzzo Trevizan, de São Paulo (SP) – Prata
  • Guilherme Zeus Dantas e Moura, de Maricá (RJ) – Prata
  • Francisco Moreira Machado Neto, de Fortaleza (CE) – Prata
  • Gabriel Ribeiro Paiva, de Fortaleza (CE) – Prata
  • Pablo Andrade Carvalho Barros, de Teresina (PI) – Prata
Olimpíada Internacional de Matemática. Da esquerda para a direita, na primeira linha estão: Carlos Gustavo e Matheus Secco; na segunda linha, estão Guilherme Zeus, Gabriel Ribeiro Paiva, Pablo Andrade Carvalho Barros. Na terceira linha, estão Bernardo Peruzzo, Pedro Gomes Cabral, Francisco Moreira Machado. — Foto: Divulgação/Impa
Da esquerda para a direita, na primeira linha estão: Carlos Gustavo e Matheus Secco; na segunda linha, estão Guilherme Zeus, Gabriel Ribeiro Paiva, Pablo Andrade Carvalho Barros. Na terceira linha, estão Bernardo Peruzzo, Pedro Gomes Cabral, Francisco Moreira Machado. (Foto: Divulgação)

Para chegar à etapa internacional, antes eles conquistaram medalhas na Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM). Depois, passaram por três testes seletivos e treinamento. Eles foram liderados por Carlos Gustavo Moreira, pesquisador do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e coordenador-geral da OBM, e Matheus Secco, da Academia de Ciências Tcheca.

“Eles são resultado de um processo de seleção muito disputado e rigoroso, aberto para todas as escolas do país”, afirma Carlos Moreira. “Com essas medalhas, provavelmente conseguirão bolsas de estudos nas melhores universidades e terão ótimas perspectivas de carreira em várias áreas.”

Fuga de cérebros

Ele lamenta a possível “fuga de cérebros” destes jovens, já que há pouca perspectiva de trabalho para eles no Brasil após a graduação. Moreira cita que há pesquisa científica de alta qualidade no Brasil, inclusive em Matemática, com ótimos cursos de graduação e pós-graduação em áreas diversas. Mas, as perspectivas para os jovens são “incertas e obscuras”.

“O Brasil está no grupo dos países mais desenvolvidos em pesquisa em Matemática – o grupo 5 do IMU, segundo a União Internacional de Matemática. Portanto, os alunos premiados poderiam seguir uma carreira brilhante no Brasil. Mas o governo está cortando bolsas de pós-graduação e posições nas universidades, o que torna incertas e obscuras as perspectivas de futuro desses jovens e do país”, avalia.

Resultados tão positivos em matemática não são realidade de toda a população. Dados da mais recente edição do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês) colocam o Brasil entre os últimos 10 colocados na prova de matemática.

A competição estava prevista para ocorrer em São Petersburgo, na Rússia, mas por causa da pandemia, os estudantes fizeram as provas sem sair do país. No Brasil, os testes foram aplicados em 21 e 22 de setembro na Universidade Federal do Ceará (UFC) e no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), no Rio de Janeiro.

Guilherme Zeus, medalha de prata na Olimpíada Internacional de Matemática de 2020. — Foto: Divulgação/Impa
Guilherme Zeus, medalha de prata na Olimpíada Internacional de Matemática de 2020. (Foto: Divulgação/Impa)

Fonte: G1

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