Restauro destaca belezas escondidas na antiga Estação Ferroviária de Botucatu

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A segunda fase das obras de restauro da Estação Ferroviária de Botucatu segue a todo vapor e destaca as belezas antes escondidas devido à deterioração do tempo e atos de vandalismo que o local sofreu ao longo do tempo. Orçada em cerca de R$ 1 milhão, esta segunda etapa de revitalização da antiga Estação Ferroviária foi viabilizada pela Prefeitura de Botucatu em parceria com a empresa Duratex, por meio do incentivo fiscal do ProAC/ICMS da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. 
 
restauro1O serviço é bastante minucioso com objetivo de preservar o aspecto original do ambiente, inaugurado em outubro de 1934 e desativado desde 1999. Com as obras, o prédio e toda a área da estação devem se transformar em um dos mais importantes polos públicos de cultura e educação de Botucatu.
 
Na última semana o secretário Municipal de Cultura, Osni Ribeiro esteve no local para acompanhar de perto os trabalhos realizados. “Até o momento toda a parte da cúpula foi feita e as paredes do saguão principal, que realçam os desenhos originais do século XIX, quando a Estação foi construída. Logo será concluído todo o trabalho nos vitrais”, informa. 
 
“Também está sendo feita a reparação do madeiramento que tem recebido tratamento especial, que inclui parte da estrutura do mezanino, portas e escadarias, e o piso superior já recebeu sinteco. A sala anexa da estação está em fase de acabamento e a parte do antigo bar já está em obras. Ainda falta definir os detalhes dos banheiros para ter uma ocupação do local. A previsão de entrega é no começo do primeiro semestre de 2016”, complementa Ribeiro.
 
restauro2O prefeito João Cury acredita que os botucatuenses sentirão muito orgulho ao ver a estação inteirinha restaurada. “Há ainda muito a ser feito, mas o importante foi darmos os primeiros passos. Restauramos também o antigo armazém da Fepasa, onde hoje funciona a Casa da Juventude que tem recebido todos os dias, centenas de jovens que participam de oficinas culturais, inclusive o projeto Guri. Com a reforma do mercadão, do fórum antigo e da estação, estamos recuperando e restaurando alguns dos principais prédios históricos da cidade”, destaca.
 
Saiba mais
A primeira etapa das obras na antiga Estação foi iniciada em 2012 e durou sete meses, com mais um investimento de quase R$ 1 milhão. Proporcionou a recuperação completa do telhado [madeiramento, telhas e calhas], da fachada principal, limpeza do saguão, preservação dos vitrais e instalação de alambrado ao longo da plataforma de embarque e desembarque de passageiros. Algumas peças em madeira foram higienizadas e submetidas ao tratamento contra cupins.
 
Por se tratar de um edifício tombado, todas as intervenções são realizadas após aprovação do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de são Paulo (Condephaat). A execução das obras fica por conta do Estúdio Sarasá, empresa especializada em restaurações. O projeto assinado pelo arquiteto Guilherme Michelin prevê ainda mais três etapas.
 
Durante e após as obras, o curso de Educação Patrimonial continuará a ser desenvolvido pela Producom Comunicação e Cultura em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, com exposição de fotos e documentos relativos à história da estação e da ferrovia e à sua importância cultural, econômica, social e política para os cidadãos de Botucatu.
 
A Antiga Estação é um dos mais representativos marcos culturais e históricos de Botucatu. Foi ao redor da estação da FEPASA [antiga Estrada de Ferro Sorocabana] que um dos bairros mais tradicionais de Botucatu se formou: a Vila dos Lavradores, reduto das famílias dos ferroviários. Além dos serviços de transporte de carga, o local recebia centenas de passageiros que utilizavam o trem como principal meio de transporte.
Fonte: Prefeitura Municipal de Botucatu

 

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