Região Administrativa que Botucatu faz parte sobe no ranking de Investimentos

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A Região Administrativa (RA) de Sorocaba, composta por 46 municípios, incluindo cidades das regiões de Avaré, Botucatu e Itapetininga, registrou US$ 337 milhões em investimentos anunciados em 2016, o que equivale a aproximadamente R$ 1,046 bilhão. A Pesquisa de Investimentos Anunciados (Piesp) — realizada pela Fundação Seade — aponta que o setor industrial foi responsável por 62,7% desses investimentos. O resultado deixa a RA de Sorocaba na 4ª colocação entre as 15 regiões administrativas do Estado. Para especialistas, é um sinal de que a cidade possui um ambiente de negócios atrativo, apesar das dificuldades e incertezas impostas pela crise econômica e política que o País enfrenta. 

 No último levantamento, de 2015, a região ocupava a 7ª posição, porém tinha um volume maior de investimentos, que chegava a US$ 392 milhões, uma queda de 14%. Em comparação com o Estado de São Paulo, contudo, a queda de investimentos em Sorocaba foi menos acentuada. Em 2015, o Estado registrava US$ 30,8 bilhões em investimentos anunciados, já em 2016 foram US$ 8 bilhões, uma queda de 74%. Para economistas da Seade, “esse montante reflete o clima de incerteza dos investidores em relação à evolução da crise político-econômica do País, dos juros, do câmbio e do cenário internacional”.

“Investimento advém de confiança”, define o economista e professor da Universidade de Sorocaba (Uniso) e Faculdade de Tecnologia de Sorocaba (Fatec), Marcos Antonio Canhada. Ele ressalta que os investimentos são realizados para o futuro e é necessário que os empresários tenham confiança no amanhã — o que fica mais difícil com a crise econômica e a instabilidade política.

Canhada afirma, porém, que é possível se destacar, despontando como alternativa para investimentos, o que ocorreria com Sorocaba. As condições oferecidas pela região, em temos de logística e mão de obra qualificada, seriam alguns dos atrativos. Para 2017, ele vê um cenário mais positivo, com perspectiva de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e gradual retomada da economia, mas ainda sem grandes crescimentos.

Indústria Forte

A maior parte dos investimentos anunciados para a RA de Sorocaba se concentrou no setor industrial. Para Erly Domingues de Syllos, diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) em Sorocaba, o resultado é consequência dos esforços de articulação realizados na região junto aos investidores e poder público. “É o fruto de um trabalho a médio e longo prazo”, define.

Criar um ambiente de negócios é fundamental para atrair investidores, diz o empresário. Os fatores essenciais seriam mão de obra qualificada, logística facilitada, leis de incentivo municipais, Plano Diretor com regras claras e até a oferta de serviços de saúde aos trabalhadores. Syllos destaca que Sorocaba tem alguns pontos fortes entre esses quesitos, com universidades, rodovias para escoamento da produção e lei de incentivo.

Entre os investimentos citados pelo estudo estão a fábrica de componentes de borracha e plástico do grupo Toyoda Gosei, em Itapetininga (US$ 24,3 milhões); a ampliação da planta da Toyota em Porto Feliz (US$ 53,9 milhões); a expansão da planta de embalagens para produtos farmacêuticos em Sorocaba, pela Rose Plastic (US$ 12,3 milhões) e a implantação de um centro tecnológico veicular, em Salto, pelo grupo Gandini, representante oficial da montadora Kia Motors no Brasil (US$ 9,4 milhões).

O estudo ainda ressaltou o segmento de máquinas e equipamentos no município de Sorocaba com o anúncio da instalação de nova linha de produção de colheitadeiras agrícolas, na fábrica da Case IH, do grupo Fiat (US$ 40 milhões), e a implantação da Canadian Solar, para produzir painéis solares (US$ 23,4 milhões) no complexo da Flextronics. Para o diretor regional do Ciesp, essa diversificação é importante, pois fortalece a indústria e a região não fica dependente de apenas um segmento.

Outros setores

Embora o setor industrial tenha liderado, a região também teve destaque em infraestrutura (principalmente em rodovias), com US$ 105,5 milhões, representando 31,3% dos investimentos. Em seguida, aparece o setor de serviços com US$ 11,2 milhões, o equivalente a 3,3 %, e comércio, com US$ 8,7 milhões (2,6%).
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