Governo Federal atrasa pagamento de obras públicas em Botucatu e prefeito teme paralisações das construtoras

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OGoverno Federal não está fazendo os repasses financeiros para quitar obras em andamento em Botucatu. Essa situação está preocupando a administração municipal, uma vez que alguns empreiteiros estão propensos a suspender obras em andamento devido ao não pagamento das medição dos serviços executados desde o início de 2019.

O prefeito Mário Pardini adiantou que o conjunto de obras com financiamento Federal podem parar, inclusive as obras dos apartamentos do Habitacional Nova Cachoeirinha, que tem previsão de entrega neste ano.

Botucatu é uma das Cidades do Estado de São Paulo que mais tem investimentos em obras com financiamento federal, principalmente do Ministério das Cidades. São obras (com contrapartidas do Estado e Município) como piscinões, apartamentos, casas, viaduto, sistema viário e drenagem urbana, entre outras iniciadas ou em planejamento.

“Estou muito preocupado, pois faz três meses que as medições de obras realizadas com recursos federais em Botucatu não estão sendo pagas às empresas”, alertou o prefeito.

Pardini salientou que o problema do pagamento vem acontecendo em todo o Brasil e não apenas em Botucatu. O prefeito revelou que já manteve contato com a Caixa Econômica Federal para obter esclarecimentos sobre os atrasos.

“Isso é relativamente normal na mudança de governo, mas está nos preocupando. Liguei para o Superintendente da Caixa Econômica Federal em Bauru e ele informou que o problema deve ser solucionado até a próxima semana. Estou torcendo parta isso de fato acontecer”, informou.

O chefe do Executivo reconheceu o esforço nos últimos três meses dos empreiteiros que têm obras na Cidade em manter o ritmo dos empreendimentos, mas notou que algumas estão diminuindo.

Uma das maiores preocupações de Pardini são os projetos de moradias financiadas pelo programa “Minha Casa Minha Vida”, da CEF. Botucatu tem aproximadamente 3 mil habitações em andamento ou com autorizações, com previsão de investimento em média de R$ 100 mil, por unidade residencial.

“A empresa que executa as obras do Nova Cachoeirinha conseguiu manter o ritmo de trabalho nos primeiros três meses, mas se não for pago ao menos uma medição, há sim o risco de paralisação temporária, pois nenhuma empresa consegue tocar uma obra desse tamanho com tanto atraso nos pagamentos”, destacou.

Pardini disse confiar na palavra do superintendente da CEF e aposta suas fichas na regularização dos pagamentos na próxima semana.

“Fico muito preocupado, pois se houver mais atrasos nesses repasses, certamente vai prejudicar o cronograma de entrega dos apartamentos”, lamentou.

Com Haroldo Amaral – Botucatu Online

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