Botucatu recebe terceiro profissional do programa Mais Médicos

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Desde a semana passada, Botucatu tem um novo profissional do programa “Mais Médicos” atuando na rede de atenção básica de saúde. O médico é clínico geral, cursou faculdade de medicina no Exterior e foi escolhido para integrar o programa após aprovação no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida).

Segundo o secretário de Saúde de Botucatu, Claudio Lucas Miranda, o profissional está trabalhando no Centro de Saúde Escola Vila Ferroviária. Com a chegada dele, a cidade passa a ter três médicos do “Mais Médicos” e nove do Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab). “Eles estão atuando em unidades básicas de saúde e alguns em unidades de Estratégia de Saúde da Família (ESF)”, conta.

O secretário ressalta que esses profissionais ajudam a reforçar o quadro do município, que possui cerca de 90 médicos, entre concursados e cedidos por meio de contrato com empresa que fornece mão de obra médica. “Esses programas vêm diretamente colaborar para que os municípios consigam suprir as suas vagas de profissionais médicos e, com isso, dar a assistência à saúde que a nossa população precisa”, declara.

‘Desertos’

De acordo com Miranda, apesar de contar com Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que é referência no País e forma, por ano, 90 médicos, Botucatu enfrenta dificuldades para contratar profissionais para o setor público. “Mesmo com essa formação, a gente tem dificuldade na contratação”, revela. “Nós abrimos três concursos para médicos na prefeitura de Botucatu e os três concursos vieram desertos de candidatos”.

Na avaliação do secretário, o desinteresse dos médicos por atuar na rede de atenção básica de saúde trata-se de questão acadêmica. “As nossas faculdades de medicina acabam formando médicos para trabalhar em consultórios particulares, em especialidades, e muitos deles não optam por trabalhar nas unidades básicas de saúde dos municípios”, diz.

Contrapartida

Os médicos dos programas “Mais Médicos” e Provab têm os salários pagos pela União. No primeiro caso, as prefeituras ficam responsáveis por conceder ajuda de custo para moradia, alimentação e transporte dos profissionais. Já no caso do Provab, Miranda explica que a União abate do valor total repassado para a atenção básica dos municípios cerca de R$ 2,5 mil por médico para custear esses benefícios.

Desde 2013

O programa “Mais Médicos” foi criado em 2013 para ampliar a assistência na atenção básica, fixando médicos nas regiões com carência de profissionais, e promoveu ações voltadas à infraestrutura e expansão da formação médica no País. Há, contudo, críticas ferrenhas ao programa desde sua implantação.

No total, 26 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS) serão construídas, reformadas ou ampliadas. Até 2017, estão previstas 11,5 mil vagas de graduação em medicina e 12,4 mil vagas de residência médica para formação de especialistas em atenção básica e áreas prioritárias ao SUS.

Fonte: JCnet

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