Botucatu: Óbitos no trânsito neste ano já superam 2018. Até setembro foram 14 mortes

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O trânsito de Botucatu continua matando assus­tadoramente. Neste ano, segundo dados do Infosiga, já foi contabilizado mais mortes nas vias públicas de Botucatu, entre janeiro e setembro, que todo o ano passado. Foram contabili­zadas 14 mortes em 2019, mesmo número dos 12 me­ses de 2018.

As duas últimas mortes ocorreram entre o sába­do, 08, e a segunda-feira, 11, e causaram comoção na população da cidade e repercussão na região. Es­ses dois óbitos não foram oficialmente contabiliza­das no levantamento. Uma criança de menos de dois anos estava em um veícu­lo que capotou na Rodovia Gastão Dal Farra e morreu devido a traumatismo cra­niano. No dia 11, uma mu­lher de 70 anos foi atrope­lada dentro do campus da Unesp, em Rubião Júnior. Ela era de Jaú e estava em Botucatu para tratamento médico.

A botucatuense de 44 anos, morta em um acidente na entrada de São Manuel, no domingo (17) também é uma das vítimas do trânsito.

A maioria das pessoas que morreram neste ano no trânsito estava na área urbana da cidade. A maior parte das mortes nas es­tradas ocorreram na região da serra, próximo ao acesso da vicinal de Pardi­nho. Carros e motos con­centram os veículos mais envolvidos, mas também estão aumentando os ca­sos de óbito envolvendo ciclistas.

Os pontos críticos es­tão na região da Rodovia Marechal Rondon, entre o trecho final da Serra e a Cohab, com atropelamen­tos e choques entre veí­culos. Na região Leste da Cidade (Jardim Peabiru e Jardim Brasil) faleceram di­versos ciclistas. Na região Norte da Cidade (Jardim Paraíso, Vila Paulista) e na região Oeste (em Rubião Junior) a maioria dos aci­dentes com mortes foram provocados por choques entre veículos e motos.

As mortes em geral ocor­rem aos finais de semana (sábado e domingo), o que sugere a possibilidade de envolvimento com álcool ou drogas. Iluminação e vias em condições defi­cientes estão entre outros motivos. Foram três mor­tes aos domingos e seis aos sábados. O Secretário Adjunto de Mobilidade, Rodrigo Fumes, afirmou que está sendo feita uma revisão geral na sinaliza­ção dos pontos de maior incidência de acidentes e mortes.

Dados

Ao contrário do que se imagina, pessoas de meia idade são a maioria dos fa­lecimentos no trânsito. Até o momento, os jovens, com idade entre 18 e 24 anos, tiveram dois óbitos no ano. Entre as pessoas que tem entre 50 e 59 anos foram seis casos. Entre os 35 aos 49 anos foram quatro óbi­tos.

Os meses de Maio e Agosto foram os mais vio­lentos em 2019, com qua­tro acidentes cada. A maio­ria dos mortos estava em automóveis (5 registros), seguido por motocicleta (4), bicicleta (3), caminhão (1) e pedestre (1). Ao con­trário do que muitos pen­sam, 57,14% dos acidentes foram na área urbana da cidade. Os demais foram nas estradas (42,86%). A maioria das mortes foi na Marechal Rondon.

Outro detalhe importan­te que os dados do Infosiga mostram são os horários das mortes: 50% foram no período da tarde (7 óbitos), 35,71% à noite (5 mortes) e apenas dois casos no pe­ríodo da manhã (14,29%).

Entre os motoristas fa­lecidos, 85,71% eram ho­mens e 14,29% mulheres. 78,57% dos falecidos eram condutores. Cinco aci­dentes com óbito tiveram como motivo choque con­tra obstáculos, quatro fo­ram colisões e dois atropelamentos. Esses números são referentes até o mês de setembro de 2019.

Jornal Leia Notícias por Haroldo Amaral

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