Botucatu: Igreja Católica manterá restrições às missas; Semana Santa terá alterações nas celebrações

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O arcebispo metropolitano Dom Maurício Grotto de Camargo reforçou as restrições às celebrações eucarísticas e eventos relacionados à Igreja Católica em Botucatu e região. Objetivo é preservar os fiéis da exposição e possível contágio à Covid-19, doença provocada pela nova família de coronavírus.

A decisão faz contraponto ao decreto emitido na quinta-feira, 26 de março, pelo presidente Jair Bolsonaro que coloca a religião como atividade essencial e, com isso, permitiria o livre funcionamento de igrejas e templos diversos. Além disso, o Tribunal de Justiça de São Paulo havia liberado as celebrações religiosas. Segundo comunicado enviado à comunidade, o arcebispo ressalta que “todas as igrejas e capelas devem permanecer fechadas e as transmissões pelos meios disponíveis”, como tem ocorrido em mídias sociais digitais e pela televisão.

Dom Maurício ressalta que o fechamento das igrejas e capelas pode ser revisto a qualquer momento, caso as autoridades médicas assim determinem, conforme a evolução dos casos de Covid-19 pela região.

O decreto arcebispal também reforça as recomendações que a Igreja Católica deve proceder quanto à Páscoa. A primeira ocorre na celebração do Domingo de Ramos (5 de abril), sendo que a mesma será sem procissão. “Os ramos coletados, e com os devidos cuidados, devem ser benzidos dentro da celebração e distribuídos aos fiéis, sempre respeitando as orientações para a disseminação do coronavírus”.

Já a Missa Crismal na Catedral Metropolitana bem como a bênção de óleos e renovação das promessas sacerdotais serão adiadas a uma data oportuna. Para o Tríduo Pascal, os párocos ministrarão as celebrações, sem a presença de fiéis, que serão avisados do início das mesmas para que possam acompanhar de forma remota em suas residências.

Já na Quinta-Feira Santa (9 de abril), as missas serão realizadas sem a presença do público. Não haverá procissão e tampouco a celebração de lava-pés. O Santíssimo Sacramento, obrigatoriamente, será conservado no sacrário.

Na Sexta-Feira Santa (10 de abril), o decreto ressalta que na Catedral e nas paróquias, a celebração será efetuada pelo bispo e sacerdotes. A Vigília Pascal será feita apenas na Catedral e nas paróquias, sem a realização da procissão, não ocorrendo o acendimento do fogo antes da “Vigília ou Lucernário”. Tais celebrações ocorrerão de forma breve, sem que tenha aglomeração de fiéis.

Com Flávio Fogueral

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