Botucatu: HC quer realizar 10 transplantes de coração por ano

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O Superintendente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu, André Balbi, comemorou o trabalho realizado por diversos especialistas, que realizaram a primeira cirurgia de transplante de coração da Autarquia da Secretaria de Saúde, o HCFMB, na última sexta-feira, 17.

Conforme explicou o Dr. André Balbi, o primeiro transplante de coração completa um ciclo de preparação, iniciado há 3 anos, além da ampliação das complexas cirurgias de transplantes, projetando os serviços de saúde do HCFMB. O Superintendente afirma que Botucatu já está entre as unidades médicas de São Paulo que mais realizam transplantes no interior.

“É um prazer e uma alegria que estamos vivendo neste momento. Esse paciente coroou um trabalho iniciado há mais de 3 anos. O primeiro transplante cardíaco do hospital, completando o nosso ciclo de transplantes, como o de fígado, córnea, medula e rins. Já somos o maior centro de transplantes de rins do interior de São Paulo. Estamos muito contentes com esse passo grande, dado na projeção do nosso hospital e no atendimento aos pacientes do SUS”, afirmou Balbi.

Assim que houve informação de que um paciente doador de Jaú teve morte cerebral, imediatamente uma equipe de Botucatu foi até a cidade, no início da tarde de sexta-feira, 17, para fazer a retirada do coração e conduzir para Botucatu. Essa operação contou com o Helicóptero Águia, da Policia Militar, e apoio das equipes do hospital de Jaú.

André Balbi destacou que o trabalho de retirada do coração do paciente doador e o transplante foram feitos por uma equipe multidisciplinar, formada, integralmente, em Botucatu, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Unesp.

“A equipe que implantou o coração no paciente, aqui no HC, é formada e treinada em Botucatu, em nosso Hospital. É um nível de complexidade tão grande, envolvendo mais de 20 pessoas de todo o hospital. Isso precisa ser destacado”.

Segundo adiantou o Superintendente do HC, a unidade médica amplia o atendimento de pacientes com problemas complexos de saúde. Ele destacou que, anualmente, centenas de implantes são realizados, como olhos, fígado, medula, rins e, agora, coração.

“As nossas demandas maiores são de rins, córneas e medulas ósseas. Os transplantes de coração e fígado são mais complexos, e as cirurgias tem demandas menores, mas são as que tem mais complexidade de trabalho. Vamos aumentar as demandas de implantes”.

Atualmente, o Hospital das Clínicas de Botucatu realiza 15 cirurgias de transplantes de fígado por ano, 140 procedimentos de implantes de rins e de 120 a 130 transplantes de córneas, por ano. “Agora, nossa meta é fazer em torno de 10 transplantes de coração por ano”, disse André Balbi.


Haroldo Amaral / Jornal Leia Notícias

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