Botucatu: Funcionários da Embraer aceitam propostas temporárias de redução salarial e suspensão de contratos durante pandemia de Covid-19

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Após intensa análise e assembleia que durou quase toda a quarta-feira, 8 de abril, os funcionários da Embraer de Botucatu aceitaram as propostas da empresa que visam amenizar os impactos da crise causada pela Covid-19. Entre as medidas estão a redução de 25% nos salários e até suspensão temporária dos contratos de trabalho (lay off).

Na unidade de Botucatu da empresa, que conta com mais de 1800 funcionários, foram contabilizados pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Botucatu e Região, 1210 votos. Desse total, 1130 colaboradores consultados (93%) aceitaram os termos propostos pela fabricante.

A principal medida analisada pelos funcionários referia-se aos trabalhadores em atividades consideradas essenciais. De acordo com a empresa, os que estiverem em atividades presenciais não ocorrerão alterações de salário ou jornada. Já os que fazem o sistema home office terão redução de 25% na jornada e 25% do salário bruto. Segundo a fabricante, haverá complemento do governo federal estimado em R$ 453. Esta redução seria por 90 dias, com a garantia de estabilidade do emprego por 180 dias.

Outro ponto refere-se aos demais colaboradores, que terão suspensão temporária do contrato de trabalho (lay-off), recebendo ajuda de custo governamental e complementação da empresa. Esta suspensão seria de 60 dias, onde a Embraer se compromete a estabilidade de emprego. Caso a situação persista, garantiria os postos por mais 60 dias.

Quanto ao complemento salarial, a empresa frisa que variará conforme a faixa salarial do funcionário. Para vencimentos de até R$ 5 mil, a pessoa receberá 75% do salário bruto. Com os salários entre R$ 5.001 e R$ 12 mil, recebimento de 90% sobre 75% do salário bruto. Já aqueles que recebem acima de R$ 12 mil, o pagamento incidirá de 85% sobre 75% do salário bruto.

Funcionários acima de 60 anos, grávidas e colaboradores em tratamento médico poderão estar em home-office ou lay-off, a depender da atividade, mas não devem trabalhar presencialmente. A empresa ainda fará um estudo sobre quais colaboradores estarão em cada modalidade, independentemente se estão atuando em home-office, presencialmente ou se estão em férias coletivas neste momento.

Para Luiz Claudio da Silva, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Botucatu e Região, as medidas adotadas devem representar inicial segurança aos postos de trabalho dentro da empresa, que é uma das maiores empregadoras do município. “Decisão muito importante, tomada em momento tão difícil, mas que garantimos todos os empregos por pelo menos 120 dias . Vamos ter fé que nesse período as coisas voltem a sua normalidade, e nossa economia volte a crescer”, salientou.


Flávio Fogueral – Jornal Leia Notícias

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