Botucatu: Câmara Municipal debaterá demissões provocadas pela fusão Embraer/Boeing

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A iminente fusão entre Embraer e a norte-americana Boeing tem chamado cada vez mais atenção das esferas sindicais e governamentais. Prestes a ser concretizado, o acordo prevê a troca de tecnologia e operações entre as empresas.

O acordo de intenções foi assinado em julho, onde as fabricantes protocolaram a intenção de formar uma “joint venture” (nova empresa) na área de aviação comercial. Nos termos do acordo, a fabricante norte-americana de aeronaves deterá 80% do novo negócio e a Embraer os 20% restantes. O setor de aviação militar não foi envolvido. A medida pode afetar diretamente os 19 mil funcionários da companhia brasileira.

Em Botucatu, mais de 1.800 colaboradores seriam afetados de maneira direta com a criação da nova empresa. Na ocasião do acordo, o CEO da Embraer, Paulo César de Souza e Silva, afirmou que os funcionários da aviação comercial seriam transferidos para a nova empresa formada com a Boeing. O Ministério Público do Trabalho, no entanto, alertou que a negociação pode provocar até 26 mil demissões de forma direta e de empresas que prestam serviços indiretos e terceirizados.

É nesse contexto de incertezas que a Câmara Municipal de Botucatu promove, na próxima terça-feira (18), a partir das 19 horas, audiência pública para tratar do assunto. A autoria foi do Presidente da Casa, Izaias Colino (PSDB). São esperados representantes de sindicatos das categorias funcionais e também da empresa brasileira.

Para o autor da audiência, a ideia é trazer o debate para a esfera municipal e os impactos que possíveis demissões ou transferências de linhas de produção possam ter na economia botucatuense. “Essa audiência sobre o acordo mostra a preocupação institucional. Para a Câmara Municipal não importa se haverá ou não a venda. Temos 1.500 funcionários diretos, fora os prestadores de serviços. Não sabemos quais rumos o acordo terá e nos compete debater alternativas pois esse cenário afeta diretamente a economia local”, salientou o presidente da Câmara.

Jornal Leia Notícias Flávio Fogueral

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