Após morte de bebê, mãe briga na Justiça para tratar em casa gêmea que nasceu com erro no metabolismo; bebê está no HC de Botucatu

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A família das crianças que nasceram com um erro no metabolismo e fizeram campanha na web pelo tratamento continua com a vaquinha depois da morte do bebê José Rafael, neste domingo (26), em Itapuí (SP). O menino teve uma infecção generalizada e “lutou até o fim”, segundo a mãe.

Além da campanha, a psicóloga Talita Cavalari luta na Justiça para conseguir insumos hospitalares e continuar o tratamento da filha Sarah em casa. A menina está internada em estado grave na UTI do Hospital das Clínicas de Botucatu.

José Rafael, de Itapuí (SP), morreu na noite deste domingo (26) no HC de Botucatu — Foto: Arquivo pessoal/Talita Cavalari

José Rafael, de Itapuí (SP), morreu na noite deste domingo (26) no HC de Botucatu — Foto: Arquivo pessoal/Talita Cavalari

Os irmãos são trigêmeos, mas Rebeca foi a única que nasceu sem complicações de saúde. Segundo a mãe, Sarah e José Rafael tiveram que ser internados no hospital depois que começaram a ter dificuldades para mamar e emagreceram muito.

Talita contou ao G1 que eles apresentavam convulsões e já passaram por diversos procedimentos cirúrgicos, entre eles, gastrostomia e traqueostomia, para ajudá-los a receber os nutrientes e respirar.

Os médicos ainda não definiram exatamente o diagnóstico, mas sabem que os bebês têm epilepsia infantil e um erro inato no metabolismo. Com os insumos hospitalares, segundo a mãe, seria possível continuar o tratamento de Sarah em casa, sem correr risco de infecção no hospital.

Sarah, José Rafael e Rebeca nasceram em janeiro — Foto: Andrea Laura/Divulgação

Sarah, José Rafael e Rebeca nasceram em janeiro — Foto: Andrea Laura/Divulgação

“A Sarah realmente não respira sozinha. Na parte da respiração, ela que tinha mais dificuldade. O José, por mais que o coração batesse fraco, a respiração estava sempre forte. Mas a Sarah precisa do BiPAP, de assistência homecare”, explica Talita.

Por isso, a campanha na web, no valor de R$ 27 mil, é para comprar equipamentos BiPAP, oxigênio para ajuda respiratória, materiais estéreis, aspiradores e material para a alimentação enteral, além de ajuda especializada mensal.

Vaquinha procurava arrecadar insumos para bebês de Itapuí continuarem tratamento em casa — Foto: Arquivo pessoal/Talita Cavalari

Vaquinha procurava arrecadar insumos para bebês de Itapuí continuarem tratamento em casa — Foto: Arquivo pessoal/Talita Cavalari

Segundo a mãe deles, os dois chegaram a ir para casa no dia 30 de junho para continuarem o tratamento a domicílio com parte dos equipamentos que conseguiram, depois de 76 dias internados. No entanto, no dia 9 deste mês, tiveram que ser internados novamente.

“Eu nunca vou parar. Quero só o que é de direito deles, agora da Sarah”, confirma a mãe.

Briga na Justiça

Talita montou estrutura para cuidar dos bebês em Itapuí — Foto: Arquivo pessoal/Talita Cavalari

Talita montou estrutura para cuidar dos bebês em Itapuí — Foto: Arquivo pessoal/Talita Cavalari

Além da campanha na web, a mãe dos gêmeos luta na Justiça para receber os insumos da prefeitura de Itapuí (SP). De acordo com Talita, o município já forneceu alguns equipamentos, como cilindros de oxigênio, mas o restante dos produtos só poderiam ser entregues após uma liminar da Justiça.

A psicóloga contou que conseguiu o documento no começo do mês, que exigia a entrega de equipamentos BiPAP (na época para os dois filhos), sondas, fraldas, materiais estéreis, monitor para avaliação de frequência cardíaca e visita domiciliar de equipe de enfermagem uma vez por semana. Além disso, exige o fornecimento mensal de leite para a Rebeca, pois nasceu prematura.

Apesar disso, Talita contou ao G1 que a prefeitura entrou com um recurso, alegando que a família não mora em Itapuí, mas em Jaguariúna, cidade onde residia quando ficou grávida. Por isso, o município não poderia fornecer os insumos solicitados.

Trigêmeos de Itapuí nasceram de uma gravidez natural  — Foto: Arquivo pessoal/Talita Cavalari

Trigêmeos de Itapuí nasceram de uma gravidez natural — Foto: Arquivo pessoal/Talita Cavalari

No documento de contestação da liminar, a prefeitura pediu a revogação da decisão que concedeu os insumos às crianças porque “é evidente a ausência dos requisitos indispensáveis à concessão do seu pleito autoral, em especial a prova efetiva de que tais equipamentos e insumos sejam imprescindíveis no momento”.

De acordo com Talita, os equipamentos e assistência médica são necessários para que Sarah receba alta hospitalar e receba o tratamento em casa. Para isso, a família montou uma espécie de enfermaria na casa dela, inclusive com ar-condicionado e tomadas ao lado do berço.

A prefeitura de Itapuí informou ao G1 que o processo corre em segredo de Justiça, mas que “o município vem atendendo a família dentro do que nos compete e dentro do que foi devidamente prescrito nos termos da lei”.

Além disso, informou que tem provas de tudo o que foi fornecido para as crianças e lamentou o falecimento de José Rafael. “Não medimos esforços para atendê-los da melhor forma”, disse em nota.

Fonte: G1

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