Botucatu: Volta das aulas presenciais divide a opinião dos pais; grupo cria petição online para apoiar retorno

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Atividade reconhecida como essencial em todas as fases do Plano SP, as aulas do ensino básico estão liberadas para todos os municípios do estado de SP.

Porém, cada município tem a liberdade de decretar o não retorno presencial diante da situação epidemiológica atual da Covid-19.

Um decreto do Prefeito Mário Pardini (PSDB) proibiu o retorno das aulas presenciais até o dia 21 de fevereiro. De acordo com o documento, as aulas em formato híbrido ( parte presencial e parte online) podem voltar a partir do dia 22 de fevereiro.

Esse retorno divide a opinião dos pais, professores e profissionais da saúde.

A questão envolve o quesito segurança para evitar o contágio do coronavírus. De acordo com um grupo de pais, as escolas municipais e estaduais não possuem a estrutura adequada para o retorno. Diferente das escolas particulares que já se adequaram para a retomada das aulas.

Outro grupo de pais defendem a retomada das aulas presenciais com urgência. O movimento Escolas Abertas colocou o assunto em pauta nos últimos dias. Uma petição online reúne assinatura da população para que o retorno não seja adiado. Em poucas horas, o documento já recebeu mais de 500 assinaturas.

Confira a petição aqui:

A comissão formada por 7 representantes reuniu estudos e apontamentos que comprovam que as crianças não podem mais ficar longe das escolas. Eles afirmam que todos os setores já retomaram suas atividades e que apenas as escolas ficaram de fora da retomada. Além disso eles reforçam que a volta é facultativa. Os pais podem optar em enviar os filhos ou não.

Confira o depoimento de um dos apoiadores do retorno das aulas presenciais:

Venho através dessa mensagem registrar a minha indignação pelo fato do prefeito da cidade de Botucatu vetar o retorno presencial das escolas de educação básica. Segundo as resoluções vigentes as escolas podem funcionar com a capacidade reduzida de até 35%. Sou professora da rede pública estadual e no momento atuo na gestão de uma unidade escolar. Sou também mãe de uma criança de 5 anos de idade. Como funcionária recebo inúmeras solicitações de pais e responsáveis pedindo o retorno das aulas de modo presencial. Inúmeros fatores levam os responsáveis a esse pedido, mas os principais são a vulnerabilidade em que ficam quando seus pais necessitam sair para o trabalho, as questões emocionais, muitas crianças com transtornos psicológicos e o prejuízo na aprendizagem, pois a maioria dos pais não conseguem apoiar os estudos de seus filhos.
Como mãe, sinto na pele as dificuldades, pois não possuo qualquer pessoa que seja, exceto eu e meu esposo, para cuidar de minha filha.Precisamos levá-la conosco constantemente ao nosso local de trabalho.
Agora refletindo sobre a decisão do prefeito em não permitir o retorno para garantir o isolamento social penso, que isolamento? Se os pais precisam deixar filhos na casa de avós, que são idosos, om vizinhos gerando aglomerações, ou no próprio ambiente de trabalho.
Peço encarecidamente ao prefeito, que realmente converse e visitem as escolas e perceba que os riscos e prejuízos serão bem menores com as crianças na escola do que em outros ambientes. Posso dizer que a escola pública estadual, a qual trabalho, encontra-se completamente preparada para receber os alunos seguindo rigorosamente os protocolos de segurança.
Aguardamos o quanto antes uma mudança de atitude do Sr. Prefeito a fim de que nossas crianças sofram o menos possível.

Por outro lado, pais e profissionais são contra o retorno durante a segunda onda da pandemia da Covid-19 no município.

Nossos filhos ficaram em casa até agora. Botucatu está mantendo índices altíssimos de ocupação na UTI. A maioria das crianças mora, ou tem contato, com pessoas do grupo de risco. Como que faz para garantir que os menores não tirem as máscaras, dividam lanches com os amigos? Crianças não tem a responsabilidade de manter o afastamento mínimo recomendado. Se os adultos se recusam a usar máscara. É um crime contra a saúde publica esse retorno no pior momento.

De acordo com o Prefeito Mário Pardini, o decreto de retomada segue valendo até o dia 21. A volta das aulas presenciais dependerá da situação do município até a data prevista de retorno.

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