30 de março, 2026

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Botucatu: Violência doméstica registra mais ocorrências que tráfico de drogas em ações recentes

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Casos atendidos pela GCM no fim de semana, episódio grave recente e feminicídio registrado em fevereiro evidenciam cenário preocupante na cidade

A violência doméstica tem chamado atenção em Botucatu diante de ocorrências recentes registradas pelas forças de segurança, incluindo casos atendidos no último fim de semana, uma ação grave com intervenção da Guarda Civil Municipal (GCM) e um feminicídio que gerou grande comoção no município.

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Durante o último fim de semana, a GCM realizou nove prisões na cidade. Entre as ocorrências, quatro foram relacionadas à violência doméstica, além de dois flagrantes por tráfico de drogas e três cumprimentos de mandados de prisão.

Um dos casos mais recentes e graves foi registrado na noite de quinta-feira, 26 de março, após a corporação ser acionada pelo Centro de Operações Integradas (COI), com base em denúncias de moradores que relataram gritos vindos de uma residência.

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Ao chegarem ao local, os agentes encontraram cerca de 15 pessoas do lado de fora, que indicavam que um homem estaria tentando matar uma mulher. Ainda do exterior, os guardas já ouviam pedidos de socorro, com frases indicando risco iminente à vida da vítima.

Diante da situação, a equipe entrou no imóvel e localizou o casal trancado no banheiro. Após a recusa em abrir a porta, foi necessária a entrada forçada. No interior do cômodo, os agentes flagraram o homem asfixiando a mulher, que apresentava sinais de sufocamento, com o rosto avermelhado e sem forças para reagir.

Mesmo após ordem para cessar a agressão, o autor inicialmente não obedeceu, interrompendo a ação apenas após a equipe utilizar um dispositivo de incapacitação neuromuscular como forma de contenção. A vítima foi retirada do local e recebeu atendimento imediato.

A mulher estava em estado de choque, com dificuldade para respirar, chorando e bastante abalada. Ela foi encaminhada ao pronto-socorro, onde foram constatados hematomas no pescoço e nas pernas. A vítima relatou ainda ter sofrido agressões com socos e chutes em diversas partes do corpo, incluindo pernas, coxas, costas e região das mamas.

Outro caso que gerou grande comoção ocorreu em fevereiro deste ano e foi registrado como feminicídio. Uma mulher foi baleada no dia 21 de fevereiro de 2026 e morreu três dias depois, em 24 de fevereiro, após permanecer internada em estado grave.

O companheiro da vítima, de 34 anos, morreu ainda no local após também ser atingido pelos disparos. O autor foi identificado como o ex-marido da mulher, de 38 anos.

O crime ocorreu enquanto o casal estava dentro de um veículo, que foi alvo dos disparos. Duas crianças estavam presentes no momento da ação.

De acordo com registros processuais, a vítima havia formalizado dez boletins de ocorrência ao longo de cinco anos contra o ex-companheiro, relatando ameaças e conflitos relacionados à guarda do filho.

O cenário local acompanha uma tendência observada em todo o Estado de São Paulo. Dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública referentes a janeiro de 2026 mostram números expressivos de ocorrências ligadas à violência contra a mulher.

Somente no primeiro mês do ano, foram registrados 9.646 casos de ameaça no estado. Também foram contabilizados 6.527 registros de lesão corporal dolosa e 7.574 casos envolvendo calúnia, difamação ou injúria.

Os dados incluem ainda 77 ocorrências de maus-tratos, 382 registros de invasão de domicílio e 278 casos de estupro consumado. No mesmo período, foram registrados 27 casos de feminicídio em todo o estado.

As autoridades reforçam que as forças de segurança seguem atuando de forma integrada no enfrentamento à violência doméstica e orientam que denúncias sejam feitas pelos canais oficiais, como o telefone 153 da Guarda Civil Municipal.

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