Botucatu: Vigias do Poupatempo reclamam de atraso no pagamento de salários

Funcionários da vigilância da unidade de Botucatu do Poupatempo reclamam que estão sem receber os salários dos meses de março e abril. Ao todo são oito vigias que prestam serviço terceirizado para o posto que, devido à pandemia de Covid-19, não está com atendimento ao público. Mesmo assim, os profissionais continuam com suas atribuições.

Além do salário relativo ao período, não foram quitados benefícios como cesta básica e os vales-refeição e transporte. Somente em abril foi creditado os vales referentes a março, sem o pagamento de salário. “Estamos sem dinheiro para pagar as contas e, principalmente, sem dinheiro para ir trabalhar”, reclamou um dos funcionários que preferiu não se identificar temendo represálias.

Sem receber, os vigias continuam com as atividades e escalas normais. Devido à situação e escassez de recursos, desde o final de semana passada, está sendo feito revezamento entre os funcionários. Os trabalhadores reclamam ainda que não obtêm informações precisas sobre o que tem motivado os atrasos. A empresa, Dumbar- cuja sede é na capital- também tem postergado pagamento aos colaboradores em outras unidades do Poupatempo pelo estado.

Responsável pela gestão dos Poupatempos em todo o estado, a Companhia de Processamento de Dados (Prodesp) ressaltou que “toma medidas administrativas cabíveis para preservar os direitos dos colaboradores terceirizados e exige de todas as empresas prestadoras de serviços, inclusive ao Poupatempo, o cumprimento da legislação vigente, em especial a trabalhista e a previdenciária”.

Segundo o órgão estatal, a empresa contratada para a prestação de serviços no Poupatempo Botucatu, a Dumbar já foi advertida, inclusive com multa, pelo descumprimento de cláusulas contratuais. Caso a empresa não comprove a regularização dos pagamentos aos funcionários o contrato poderá ser rescindido.

Quanto aos funcionários de empresas terceirizadas, a própria Prodesp salienta que mantém canal exclusivo para denúncias. 
A Companhia tem um canal exclusivo (http://www.prodesp.sp.gov.br/canal-colaborador-terceirizado/canal-colaborador.html) para que todos os funcionários terceirizados que não tenham os seus direitos preservados façam as denúncias. Uma equipe acolhe as manifestações, investiga e aplica as sanções necessárias.

Flávio Fogueral / Jornal Leia Notícias