Botucatu: Vacinação em massa é destaque na imprensa mundial

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A Vacinação em massa que ocorrem em Botucatu e vacinou mais de 65 mil moradores contra a Covid-19 neste domingo, 16, não teve apenas repercussão nacional.

Jornais do mundo todo destacaram o que ocorreu na Cidade dos Bons Ares. Entre eles, o The Washington Post, o principal jornal dos Estados Unidos e um dos principais do Mundo fez uma reportagem sobre a Vacinação em massa, com o título: “Brazil city offers COVID shots to all 18-60 as part of test” (Cidade do Brasil oferece doses de vacina contra COVID para todos com idade entre 18-60 anos como parte de teste).


Clique aqui para ler a matéria no site do Washington Post

Leia abaixo a tradução da reportagem:

BOTUCATU, Brasil – Como alguns estados brasileiros se esforçam para obter vacinas contra o coronavírus para completar a imunização de seus idosos, uma cidade do interior do estado de São Paulo dedicou todas as suas doses no domingo a uma imunização em massa para todos os residentes de 18 a 60 anos como parte de um exame médico projeto de pesquisa para a pandemia.

As forças-tarefa instalaram 45 postos de vacinação em locais de votação em Botucatu e as pessoas foram orientadas a tomar suas vacinas em seu centro eleitoral normal. Os que compareciam para as fotos também eram separados por faixa etária.

As primeiras doses do dia foram administradas pelo ministro da Saúde do Brasil, Marcelo Queiroga, que destacou a importância de manter os cuidados para evitar a transmissão do coronavírus.

“Além da vacinação, incentive medidas não farmacológicas, como uso de máscaras e distanciamento social”, disse.

Peter Wilson, embaixador britânico no Brasil, participou do evento.

“É absolutamente vital para todos nós no mundo que tenhamos o máximo de dados possível, e as pesquisas que estão sendo feitas em Botucatu para os próximos meses vão ser muito vitais para esse compartilhamento científico e o aumento do conhecimento no. mundo sobre como a vacina AstraZeneca opera ”, disse Wilson à Associated Press.

Aos 36 anos, a representante comercial Ana Lobardela e seu marido, o restaurador Bernardo Piragda, de 37 anos, estavam emocionados de serem imunizados agora. Ela fez questão de registrar o momento em que recebeu a primeira dose.

“Sabendo que para a minha faixa etária demoraria muito e ter idosos na minha família, não tenho palavras para descrever”, disse Lobardela à AP.

O projeto de pesquisa espera vacinar 80.000 dos 149.000 residentes de Botucatu para testar a eficácia da vacina contra o coronavírus Oxford-AstraZeneca, bem como estudar o comportamento das pessoas em relação à pandemia. O estudo deve durar cerca de oito meses, incluindo a aplicação da segunda dose do AstraZeneca e monitoramento da população vacinada.

Pesquisa semelhante está sendo feita pelo Instituto Butantan, que vacinou mais de 40 mil pessoas em Serrana, também no interior de São Paulo, com a vacina Coronavac.

Nísia Trindade, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz, uma das principais instituições de pesquisa médica do Brasil e produtora da vacina AstraZeneca, disse que os cientistas esperam mais do que avaliar os efeitos da vacina AstraZeneca.

“Com essa pesquisa veremos a questão do comportamento diante das variantes, da transmissão e da eficácia no sistema de saúde”, disse ela.

Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Botucatu registrou 211 óbitos por COVID-19 entre 12.602 casos de infecção por coronavírus. A cidade também tem um sistema público de saúde esgotado, com o Hospital das Clínicas ocupando três leitos a mais do que seus 40 habituais.

O Brasil como um todo registrou mais de 434.000 mortes relacionadas à pandemia.

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