22 abril, 2024

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Botucatu: Superintendente do HC, Dr. André Balbi recebe o título de Cidadão Botucatuense

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A noite do último dia 14, na Câmara Municipal, foi especial para Botucatu e, principalmente, para o novo cidadão botucatuense intitulado, o superintendente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu, Dr. André Balbi.

Com 57 anos de idade, 35 morando em Botucatu – onde estudou, formou sua família e trabalha até hoje – Dr. André Balbi teve seu nome indicado ao título de Cidadão Botucatuense pelo vereador Cula, indicação esta que teve o apoio de todos os outros parlamentares.

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Natural de Bebedouro, Dr. André Balbi é médico nefrologista, professor associado de Nefrologia da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB) e atual Superintendente do HCFMB, além de ser articulista no Jornal Leia Notícias, no site e na Revista Leia Notícias.

Leia abaixo a íntegra do discurso do Dr. André Balbi na Câmara Municipal de Botucatu:

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“Boa noite a todos, autoridades da mesa, presidente desta Casa, vereador Carreira, Dr André Spadaro, representando o Prefeito de Botucatu, Mario Pardini, demais autoridades, amigos aqui presentes e aqueles que nos assistem pela TV
.
É com grande alegria e emoção que estou aqui hoje, recebendo este título que, para mim é um grande presente de aniversário. Ontem completei 57 anos de vida, dos quais 35 anos em Botucatu.

Se já amava esta cidade, passei a amá-la ainda mais nos últimos dias, após as fortes chuvas que causaram tanto prejuízo. Amar e admirar a coragem com que a população enfrentou esta tragédia que nos atingiu. Incrível como todos se uniram para reconstruir nossa Botucatu, o que ocorrerá em breve, tenho certeza.

Meu discurso desta noite será um discurso de agradecimento. Agradecimento a várias pessoas em diferentes situações. Certamente esquecerei alguns e por isto peço perdão por antecipação
Queria inicialmente agradecer aos vereadores desta casa, em especial ao vereador Cula que me indicou para receber este título e a todos os vereadores que o apoiaram: Abelardo, Alessandra, Carlos Trigo, Carreira, Izaias, Zé Fernandes, Paulo Renato, Rose Ielo e a sra Jamila Cury, a quem eu desejo franca recuperação. Ouvi-los, no dia da votação, me causou grande emoção. Obrigado sincero a todos os senhores e meu respeito profissional a cada um.

Minha história com Botucatu começou há 38 anos, no ano de 1982 quando, ainda menino, cheguei com o sonho de ser médico psiquiatra. Fui morar no antigo Hotel São José, na Rua Amando de Barros e de lá iniciei uma caminhada que me trouxe até aqui hoje, neste espaço público, político, cercado de amigos e de pessoas que eu admiro.

Depois que cheguei, nunca mais deixei de estar em Botucatu, mesmo quando morei em São Paulo, durante um tempo após terminar minha residência médica. Voltei com um filho paulistano mas logo tive outro, que nasceu em Rubião Jr. Pude então acompanhar o crescimento desta cidade como acompanhei o crescimento de meus filhos. Bebedouro ficou para trás. São Paulo ficou para trás. A partir daí só Botucatu passou a existir em minha vida
.
Nos primeiros anos que vivi em Botucatu fui aluno de professores brilhantes, os chamados pioneiros que fundaram esta escola de medicina. Dentre eles conheci a professora Dinah que com sua clareza e elegância, me fez mudar de aprendiz de psiquiatra para nefrologista.
A profa Dinah formou um grupo no qual permaneço desde que me formei médico, chamado Nefro. Hoje este grupo tem mais de 20 profissionais, todos acreditando nos conceitos de universidade democrática e participativa que ela sempre defendeu. Por este grupo vão passando pessoas brilhantes tais como o Prof Pasqual (meu professor de diálise, meu amigo pessoal e pessoa que admiro e confio), Profa Jacqueline (minha amiga de boas intenções e grande coração), Prof Cuadrado (meu brilhante amigo desde a nossa residência), Profa Daniela (profissional ímpar, inteligente, essencial para o grupo), Profa Vanessa Silva (provocante e renovadora), Prof Luis Gustavo (organizado, dedicado e inovador), Dr João Henrique Castro (honesto, sincero e eficiente) e tantos outros mais novos que certamente, em breve, estarão ocupando nossos lugares, em uma saudável dança de cadeiras. Nefro, este título também é para você, grupo querido.

Vejo o HC cada vez mais como o coração de Botucatu. HC e Botucatu são únicos para mim. Minhas lembranças estão em cada esquina e em cada canto destes lugares. E estas lembranças crescem a cada dia, desde que passei a dirigir este gigante que nunca dorme e nunca descansa. Dirijo o HC com o prazer e dedicação com que dirijo minha vida e aprendo com este hospital todo dia.
Hoje temos uma equipe à frente deste hospital que valoriza o trabalho de humanização e transparência. Equipe leal que escolhemos em conjunto.
Todos que estão comigo na gestão deste gigante sabem que trabalhar no HC é uma prova constante de resistência ao pessimismo e de coragem para enfrentar as dificuldades que chegam diariamente e parecem não ter fim. É mostrar disposição para tratar as pessoas que sofrem, que gritam, que morrem. E também é o lugar onde a emoção nos preenche quando vemos a vida retornar. Zeca, Erica, Bruna, Guto, Vivian, Silke, Leticia, Carlos, Daniela, Adriana, Claudio e todos os demais: nós sabemos que trabalhar no HC é nunca deixar-se morrer. Divido este título de hoje com vocês. Obrigado pela confiança diária.

O cargo que ocupo hoje neste hospital me deu oportunidade de conhecer pessoas admiráveis que sabem como cuidar de pessoas e que mostram uma vida de dedicação aos que necessitam de ajuda. Obrigado Alemão e sua grande equipe das casas de apoio. Com certeza o HC ficou mais completo com nossa união. Sempre apoiarei esta ideia genial e a execução brilhante deste projeto social e humanizado. Obrigado demais amigos que fazem o bem pelo bem. Em especial agradeço a um dos mais recentes e ao mesmo tempo antigo amigo. Prefeito Pardini, eu o conheço há pouco mais de 3 anos e parece que já se passaram mais de 30 anos. Pessoas como você são pessoas raras. Obrigado por tudo.

Em Botucatu fiz amigos. Amigos competentes como o Bento e o Lucas que protegem minha coluna, amigos corajosos como o Gero e a Thays que permitem que eu escreva toda semana no jornal impresso que eles produzem, amigos e parentes de Avaré, sempre acolhedores como o Toninho, Selma, Thiago, Simone e Miguel. E parentes como meu único irmão Sergio e meus sobrinhos Felipe, Bruno e André que estão incluídos em uma mistura de tios, tias e nomes diferentes formando como se fosse uma escultura modernista. Dedico este título também a vocês.

Botucatu e minha vida se confundem em vários momentos.
Aqui construí duas casas e duas famílias. Aqui aprendi a ser um pai tardio de minha filha Duda que não nasceu de mim mas é como se tivesse nascido. Duda, sinto você cada vez mais perto de mim. Aqui aprendi também a ser cuidador de minha mãe, D.Odete, que por tanto tempo cuidou de mim. E sempre recebi o apoio silencioso de minha sogra, D. Mercia, cujo olhar me traz paz e segurança. Impossível não dividir este título com vocês.

Acredito que a vida nos dá nossa maior chance de sermos homens quando nos transforma em pais. Esta inacreditável gestação masculina que passamos, não ao longo de 9 meses, mas a partir do momento em que conhecemos nosso primeiro filho, é algo tão assustador quanto belo. Posso identificar uma linha de semelhança entre eu e meus 2 filhos. São semelhanças não apenas físicas que, ao identificar neles, as reconheço em mim mesmo. Fui ontem como eles são hoje e sou hoje como eles serão amanhã. É como se, ao olhar um deles, eu ficasse diante de um espelho vendo minha imagem salpicada da imagem dele. Dois filhos, dois espelhos diferentes de minha mesma imagem.

Henrique chegou primeiro, paulistano por acaso. É o melhor escritor do mundo. Criativo, discreto, observador, culto e generoso ao extremo.

Guilherme veio depois, nascido neste HC. É o melhor advogado do mundo. Sensível, decisivo, um pouco teimoso, mas sempre coerente.

Peço à Keryma e à Giovana, minhas futuras noras, que cuidem bem destes homens que eu amo tanto e que carregam dentro de si pelo menos metade de mim. Obrigado por estarem aqui e por me deixarem cuidar de vocês.

E de repente em Botucatu, na Faculdade de Medicina, no HC e na nefro encontrei pela frente, sem procurar, um vendaval de vida que me mostrou um rumo a seguir que não conhecia. E seguindo neste rumo encontro até hoje segurança, confiança e parceria. Procuro continuar correndo com o tempo, mas aos poucos vou deixando que o tempo nos ultrapasse para, atrasados em relação ao mundo, ficarmos juntos por mais tempo. Daniela, você é o retrato do tempo que modifica as pessoas, deixando-as ainda mais belas. Em todos os sentidos e direções. Amo você e divido inteiramente este título não com a competente colega nefrologista Dra Daniela, mas com a Daniela minha mulher.

Antes de terminar, gostaria de agradecer ainda a algumas pessoas que me ajudam no dia a dia do hospital. Vocês me ajudam a dirigir este HC que cresce cada dia mais e me confortam no dias de maior necessidade (Lelo, Pasqual, Alemão, outros). Quero, entretanto, fazer um destaque para a Érica, minha secretária que, ao cuidar de minha agenda, também cuida de mim. Obrigado Érica pelos anos de convívio, pela organização de minha vida profissional e pela nossa amizade construída nestes anos todos.

Para encerrar, queria agradecer também a alguém que não está mais aqui, mas que deve estar por aqui. Meu pai deixou sua vida em nosso HC há cerca de 15 anos, mas viveu intensamente comigo todo este período até nos deixar. Posso imaginá-lo sentado em uma destas cadeiras aqui na frente, bigode aparado com cuidado por ele mesmo, o jeito calmo de olhar, mais observando que falando, orgulhoso e feliz por assistir esta sessão. Ofereço este discurso, cheio de nomes de pessoas que você conheceu tão bem ou que conhece apenas através de mim, a você que está sempre me acompanhando.
Termino dizendo que conheço muitas pessoas que chegaram em Botucatu e ficaram por aqui. Somos os forasteiros que escolheram Botucatu para jogarmos nossa âncoras. Somos tantos e as âncoras são tão pesadas que eu acredito que alguma coisa especial deve ter nesta cidade que nos prende por aqui. Alguma coisa forte nos prende por aqui.
Obrigado a todos.

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