16 de maio, 2026

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Botucatu: Servidores da Unesp entram em greve e reitoria ameaça descontar os dias parados

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Professores, servidores técnico-administrativos e alunos da Universidade Estadual Paulista (Unesp) entraram em greve por tempo indeterminado. A paralisação em diversos câmpus, incluindo o de Botucatu, teve início na segunda-feira, 28, e é uma resposta da categoria ao reajuste de 1,5% ofereci­do pelo reitor Sandro Ro­berto Valentini.

O movimento grevista foi definido após diversas assembleias de servido­res técnico-administrati­vos pelo Estado. Botuca­tu foi uma das unidades que aderiu à paralisação por tempo indetermina­do. Também pararam as atividades os campus de Araraquara, Bauru, Fran­ca, Jaboticabal, Marília, Assis, Presidente Pruden­te, Instituto de Artes e Rio Preto.

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Reunidos na manhã desta segunda-feira, mais de 50 servidores e alunos analisaram novamente a proposta de reajuste, o que consideraram in­suficiente para suprir as perdas salariais. “Mesmo com a ameaça de corte de ponto dos servidores, a adesão é a esperada pelo sindicato, tendo em vis­ta o descontentamento frente ao valor proposto e, principalmente, o não pagamento dos aumentos anteriores”, salienta Rosa­na Bicudo, representante do Sindicato dos Traba­lhadores da Unesp (Sintu­nesp), em Botucatu.

O valor de 1,5% de rea­juste salarial foi proposto no dia 17, sendo avaliado como insuficiente pelos servidores. Seria neces­sário, conforme estimati­va da entidade, aumento superior a 16% para o ali­nhamento nos vencimen­tos comparativamente com os funcionários das outras duas universidades públicas estaduais. Em 2017 não houve reajuste salarial, e o pagamento do décimo terceiro salário para os servidores regidos no sistema autárquico só ocorreu por causa de in­tensa negociação e ordem judicial.

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Entre as reivindicações da categoria ainda estão a falta de reposição e a alta terceirização dos servido­res – há três anos a Unesp não abre vagas em con­curso, segundo o Sintu­nesp. A mobilização conta com apoio dos alunos, que reivindicam, ainda, melho­ria no amparo e custeio da permanência estudantil, além de investimentos na educação.

A reitoria da Unesp sa­lienta que o valor de 1,5% de reajuste foi definido após negociação com o Cruesp (Conselho de Rei­tores das Universidades Públicas de São Paulo). Conforme comunicado disponibilizado pela ad­ministração, este per­centual impactará em R$ 21 milhões o orçamento previsto para este ano. Culpa, ainda, o desequilí­brio financeiro pelo qual a universidade atravessa. Salienta que o índice pro­posto eleva ainda mais o “nível de comprometi­mento do orçamento com despesas com pessoal”.

Outro ponto de queixa dos grevistas é quanto à inexistência de reajuste estimado em 3% defini­do pelo Cruesp em 2016 e que ainda não foi im­plantada pela Unesp. A reitoria ressalta, na nota oficial, que “reafirma o compromisso em conce­der, tão logo as condições orçamentárias e financei­ras permitam”.

Desconto dos dias parados

A reitoria da Unesp também teria determina­do, em comunicado inter­no destinado às chefias de setor e unidades adminis­trativas, o desconto dos dias parados no pagamen­to dos grevistas. A decisão motivou repúdio das enti­dades representativas de professores e servidores técnico-administrativos.

Também por meio de comunicado oficial, a As­sociação dos Docentes da Unesp (Adunesp) reforça que o corte do ponto é considerado como “mais uma tentativa de intimi­dação ao movimento dos servidores docentes e técnico-administrativos”, e frisa que a medida “se insere na lógica do trata­mento que essa Reitoria tem dado à comunidade e à nossa Universidade”.

Rosana salienta que a medida de cortar o pon­to vai contra o que prevê a legislação trabalhista. Isso porque a reitoria foi comunicada previamen­te do início da greve. “O comunicado enviado pela reitoria é uma tentativa de se jogar um balde de água fria no movimento”, ressalta.

Sobre o corte de ponto dos funcionários, a reito­ria não se manifestou ofi­cialmente.

Fonte: Jornal Leia Notícias Por Flávio Fogueral

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