Botucatu: Secretário de Segurança confirma notificações e fiscalização de festas irregulares durante a pandemia. Festas estão sendo canceladas

O grande número de festas irregulares durante o período de pandemia de Covid-19 em Botucatu está preocupando as autoridades de Saúde e também de Segurança.

A reportagem do Jornal Leia Notícias entrou em contato, nesta quinta-feira, 26, com o Secretário Municipal de Segurança, Marcelo Emílio de Oliveira, que confirmou a fiscalização realizada pelo Poder Público. “No momento, estamos notificando os responsáveis pelas festas e pedindo que elas não sejam realizadas. Estamos levantando quem são os responsáveis por eventos clandestinos, que divulgam o local em cima da hora, e fazendo as notificações para que não sejam realizadas, a fim de evitar que ocorram intervenções policiais nestes locais. Todos estão sendo avisados que iremos fazer essa fiscalização. Não queremos que ninguém deixe de trabalhar ou feche, apenas que sigam as regras e determinações”, explicou.

Somente nesta quinta-feira, uma casa noturna, sem alvará de funcionamento, foi notificada pela Prefeitura para não abrir, na Avenida Santana, e pelo menos três festas, em outros locais da Cidade, que estavam sendo divulgadas, foram canceladas ou suspensas pelos organizadores após notificações.

O infectologista chefe do Hospital das Clínicas de Botucatu, Dr. Alexandre Naime Barbosa, referência no tratamento da Covid-19, está há dias alertando para o aumento de casos do novo coranavírus em Botucatu. “Está ocorrendo esses eventos super-disseminadores em Botucatu e a situação da Covid está aumentando na cidade. Vai piorar a situação. O que custa ter o mínimo de consciência para que ocorram os eventos? Não sou favorável ao fechamento, mas as regras precisam ser cumpridas para que ocorram. A média móvel em Botucatu subiu mais do que a média móvel no Estado e no Brasil nos últimos dias. É muito perigoso isso que está ocorrendo. Com o aumento no número de casos, é lógico que daqui a pouco chegará em pessoas que são grupo de risco, ou aquelas que são suscetíveis”, destacou o médico.

Neste momento da pandemia, os jovens estão sendo o foco da contaminação e transmissão. “Não se pode manter o discurso do ‘quem não quer, não sai de casa’ ou ‘vai quem quer’. É preciso lembrar que quem pega Covid depois transmite para outras pessoas da Cidade, que estão no comércio, seus familiares, pessoas do seu convívio. Não é uma questão de apenas quem vai se expõe ao risco. A pessoa que pega a doença irá transmitir para outras. Uma pessoa, em média, sem prevenção, transmite a Covid para até três pessoas. No dia seguinte esses três viram nove, depois viram 27, 81 e assim por diante, conforme vai passando os dias. Não é uma questão de risco pessoal. O problema é que você é uma fonte de transmissão, então esse pensamento é egoísta, é falta de empatia e sensibilidade”, disse Dr. Alexandre Naime Barbosa ao Jornal Leia Notícias.



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