Botucatu registrou 56% de adesão ao isolamento social durante o primeiro final de semana de lockdown

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Mais de 80 mil botucatuenses permaneceram em suas casas durante o primeiro final de semana do lockdown, instituído na Cidade como medida para se coibir a propagação da Covid-19. É o que aponta o Sistema de Monitoramento Inteligente (SIMI), do governo do Estado, que ainda coloca Botucatu como o 21º município que mais respeitou o isolamento social em território paulista.

Botucatu atingiu o pico de adesão de 56% no domingo, 21 de março, quando 82.800 pessoas respeitaram as medidas restritivas impostas pelo decreto emitido na última semana pelo prefeito Mário Pardini (PSDB). Apenas serviços emergenciais como os da saúde tinham autorização para funcionar, e as pessoas precisavam comprovar as motivações para se estar na rua.

O lockdown, em seu primeiro final de semana, teve início às 20 horas da sexta-feira, 19, quando a taxa de isolamento social foi de 39%, com 57.720 botucatuenses em suas casas. No sábado, 20, o índice teve crescimento de treze pontos, fechando em 52%, ou seja, adesão de 76.960 moradores.

Em comparação, foram registradas médias de 39%, 41% e 48%, nos dias 12, 13 e 14 de março, respectivamente. A última vez que o município ultrapassou os 50% foi em 24 de maio de 2020. O maior nível de isolamento registrado foi de 61%, em 19 de abril de 2020. O Sistema de Monitoramento Inteligente tem feito as aferições desde o final de fevereiro do ano passado.

Estes indicadores são medidos pelo governo paulista em 104 cidades acima de 70 mil habitantes, por meio da análise de mobilidade dos telefones celulares. As informações são aglutinadas e anonimizadas sem desrespeitar a privacidade de cada usuário. Os dados de georreferenciamento servem para aprimorar as medidas de isolamento social para enfrentamento ao coronavírus.

O “lockdown de final de semana”, como ficou conhecido o decreto 12.145. , terá sequência a partir das 20 horas de 26 de março até as 6 horas de 29 de março. As medidas mais restritivas passam a vigorar, com intensificação na fiscalização em estabelecimentos ou pessoas que venham a descumprir as medidas de isolamento social e ao Plano São Paulo de combate à Covid-19.

O funcionamento das atividades comerciais será permitido somente às atividades consideradas emergenciais como  farmácias, hospitais e Prontos Socorros. Postos de combustível, exclusivamente para abastecimento dos serviços públicos municipais, estaduais e federais, inclusive polícia militar e ambulâncias. Já o setor de alimentação funcionará apenas por delivery, incluindo supermercados, mercearias, hortifrutis e padarias.

No período de abrangência do decreto, estão proibidas todas as atividades comerciais, de prestação de serviços, industriais e lotéricas, quer para o atendimento presencial, quer para a prática de atividades internas, externas, produtivas, de manutenção, de limpeza ou outra de qualquer natureza, exceto segurança.

O decreto ainda suspende os serviços públicos municipais, estaduais e federais, incluindo o atendimento ao público, exceto os serviços de saúde, de segurança, de justiça de urgência, de fornecimento e tratamento de água, de energia elétrica, de saneamento básico, de coleta de lixo orgânico, de telecomunicações, de assistência social, serviços funerários, cemitérios, de segurança alimentar e os serviços administrativos que lhes deem suporte.

O transporte coletivo atenderá somente a profissionais do setor de saúde envolvidos diretamente com o combate à covid-19, sendo vinculados ao Hospital das Clínicas (HCFMB), Hospital do Bairro ou mesmo a rede privada de saúde. Devem apresentar crachás ou documentos de identificação profissional.

A obrigatoriedade do uso de máscaras prossegue, conforme a lei estadual.

Flávio Fogueral / Jornal Leia Notícias

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