Botucatu: Prefeito Pardini diz que fica “entristecido” com cobranças e revela que pensa em “fazer greve de fome na frente do Palácio dos Bandeirantes” por mais vacinas

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Cobrado por diversas categorias de profissionais da área de Saúde, funcionários de limpeza de hospitais e outras pessoas que estão na linha de frente do combate à Covid-19, e que ainda não foram vacinadas, o Prefeito de Botucatu, Mário Pardini, em entrevista nesta quinta-feira, 08, à Rádio Municipalista, disse entender a situação, mas que fica “entristecido” com “uma ou outra mensagem” que tem recebido.

De acordo com o Prefeito, desde o início ele disse ao Governo que faltavam 2.600 doses da vacina contra Covid-19 para profissionais de Saúde de Botucatu. Ele disse que o Poder Público conseguiu a suplementação de 800, mas que faltam ainda 1.800 doses para vacinar os profissionais da cidade.

Diversos grupos, como psicólogos, terapeutas ocupacionais, equipes de limpeza de hospitais, não foram vacinados até o momento e cobram uma resposta. Em muitas cidades do Estado, esses grupos já foram contemplados.
“Entendo a ansiedade, mas algumas situações, algumas pessoas passam do ponto, com ameaças. Se posicionam de uma forma que agride bastante a gente. Nesse início de semana, confesso que recebi uma mensagem que até suga a energia”, relatou Pardini na entrevista.

“Eu percebo que as pessoas precisam achar o culpado e quanto mais perto estiver, mais fácil é achar esse culpado. O prefeito de Botucatu e o Secretário de Saúde de Botucatu não produzem vacina. Infelizmente a gente também não distribui. O que é fornecido são as doses de vacinas que vem contadas com base no censo”, disse o Prefeito.

Pardini revelou que pensa até em fazer um protesto, como “greve de fome”, na frente do Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. “Fiz de tudo, falei com secretários do Governo, diversas vezes com o vice-governador Rodrigo Garcia, mando mensagens todos os dias, pedi ajuda para o nosso deputado (Fernando Cury)”, explicou e completou. “Agora, só se eu fizer greve de fome na frente do Palácio dos Bandeirantes, é até uma coisa que a gente pensa. Ou, então, oficializar contra o Estado, mas até que ponto isso vai nos ajudar a conseguir as vacinas?”.

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