Botucatu: Funerária informa medidas para conter contágio de coronavírus em velórios

Os velórios e sepultamentos terão novos procedimentos em Botucatu devido ao contágio do Covid-19, novo tipo de coronavírus que circula por todo o país. As medidas foram explicadas na manhã desta quarta-feira, 18 de março, pelo empresário botucatuense Lourival Panhozzi, presidente da Associação Brasileira de Empresas Funerárias.

“Temos que tomar procidências urgentes. Ontem estive em reunião com o prefeito Pardini para a criação de um protocolo para que possamos colaborar na contenção desse vírus. Algumas cidades estão restringindo as homenagens póstumas como São Paulo, que permite somente dez pessoas por velório. Quero tranquilizar as pessoas. O risco de contaminação pela pessoa falecida é muito pequeno, devido à assepsia pela qual o corpo passa reduz a níveis muito baixo. Tenho em contato com as autoridades médicas para a troca de informações”, salientou.

Entre as medidas, anunciadas na Clube FM, estará o menor tempo de realização dos velórios, com os sepultamentos  ocorrendo no mesmo dia do óbito. Também será solicitada a presença somente de familiares no féretro. Panhozi recomendou que amigos e conhecidos enviem condolências de forma remota, pelo site da empresa (clique aqui) ou mesmo pelo aplicativo.

“O riso de contaminação por conta das pessoas que estão no velório é um risco e real. Essa foi a tônica da conversa com o prefeito. Temos que ter a consciência coletiva de que há propagação. Não vamos proibir a família, mas pedimos a colaboração das pessoas”, salienta Panhozzi.

“Os velórios concentram pessoas que estão nos grupos de risco. Se reduzimos a presença destas pessoas, amenizamos os potencias riscos de contágio. O que pedimos é que as pessoas colaborem de forma generalizada nos velórios. Venham somente os familiares e fiquem em menor tempo possível. Neste momento, a ação será maior. Pedimos também que após o fechamento da urna, durante o cortejo, que não se abra a urna funerária. O corpo pode ainda expelir gases e não sabemos ainda se isso pode ser um agente de contágio. As informações ainda são muito preliminares”, ressaltou o empresário.

Outra medida é a compra para uso no complexo funerário de termômetros que aferem temperatura à distância, além do reforço da presença de produtos como álcool em gel e sabão. Quantos aos colaboradores, o empresário frisou que a própria associação de funerária determinou protocolo para cada etapa da preparação do corpo, a fim de evitar futuros problemas junto aos colaboradores.

“O maior risco não está na preparação do corpo, pois usamos um aparato  especial com luvas, toucas, máscaras, óculos, entre outros. Mas sim, quando nossos funcionários vão para a sala do velório deixar o corpo e têm contato com a família, que inclusive teve contato com o morto”, finalizou Panhozzi.

Com Flávio Fogueral

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