Botucatu entra em alerta para risco de epidemia de Dengue

Botucatu está entre as sete cidades do centro-oeste paulista em alerta para uma epidemia de dengue.

A chuva que vem atingindo diariamente a Cidade traz a preocupação sanitária em relação à proliferação do mosquito Aedes aegypti que transmite essa e outras doenças.

O índice de infestação do mosquito, conhecido como Breteau, feito em janeiro deste ano, apontou 6,8 em Botucatu, um número considerado de alto risco.

Este índice diz respeito ao número de larvas do Aedes aegypti encontradas em relação aos imóveis vistoriados. O Ministério da Saúde, com base na Organização Mundial da Saúde (OMS), considera que índices inferiores a 1% indicam “condições satisfatórias”.

De 1% a 3,9% é considerada “situação de alerta”. Quando acima de 3,9%, a infestação representa “risco de surto de dengue”.

De acordo com a Prefeitura de Botucatu, a região norte apresentou um índice de 3,33%, a sul 6,14%, a região leste 4,67% e região a central/oeste 7,5%.

“Quanto maior o índice de infestação do Aedes aegypti, maior é a chance de circulação das arboviroses no município. Em 2022, foram confirmados dois casos importados de dengue. Portanto, precisamos estar atentos e tornar o ambiente impróprio à proliferação de mosquitos”, afirmou Valdinei Campanucci, Supervisor de Serviços de Saúde Ambiental e Animal.

A pesquisa larvária identificou que 75% dos criadouros encontrados em Botucatu pelos agentes eram recipientes que faziam parte da estrutura da edificação ou úteis mal armazenados acumulando água parada. Os outros 25% foram recipientes sem utilidade que não foram armazenados e/ou descartados adequadamente.

Índice de breteau em cidades da região:

Bariri: 7,21

Botucatu: 6,8

Ibitinga: 6,0

Marília: 4,2

Tupã: 4,2

Oriente: 3,9

Jaú: 2,9

Principais criadouros de mosquitos identificados no ADL:

•          Calhas e ralos: realizar limpeza e manutenção adequada para um bom escoamento d’água;

•          Caixas d’água e outros reservatórios: mantê-los bem vedados de forma a evitar que o mosquito tenha acesso;

•          Vasos sanitários e caixas de descarga com pouco uso: dar descarga ao menos duas vezes por semana e se possível mantê-los vedados;

•          Pratos de plantas: o ideal seria removê-los ou mantê-los furados de forma a não acumular água da chuva;

•          Brinquedos, latas, potes, entre outros utilizáveis: mantê-los organizados em local coberto de forma a não acumular água da chuva;

•          Bebedouros de consumo animal: não basta trocar a água do recipiente, é preciso esfregá-lo com bucha e sabão ao menos duas vezes por semana;

•          Pneus: mantê-los abrigados e/ou cobertos de forma a não acumular água parada;

•          Materiais inservíveis (latas, potes, plásticos, sucatas, entre outros): armazená-los ao abrigo da chuva até o seu descarte correto.

Jornal Leia Notícias – com informações G1