16 de maio, 2026

Últimas:

Botucatu em luto na comunicação: Morre repórter Carrapato

Anúncios

Morreu na noite da terça-feira (11), aos 69 anos o conhecido repórter Carrapato, Wagner Pires de Camargo, em Botucatu

Nos últimos anos, o ex-profissional da comunicação vivia no Asilo Padre Euclides. Ele ficou conhecido ao trabalhar no programa O Palanque, da rádio AM F-8.

Anúncios

Com o bordão “Repórter Carrapa­to, sempre em cima do fato!”, Carrapato tinha a frase como uma das  mais conhecidas da história do Rádio de Botucatu, instantaneamente ligada a notícias policiais.

O velório segue durante todo o dia no Complexo Funerário Orlando Panhozzi e o sepultamento marcado para às 16h30, no Cemitério Portal das Cruzes.

Anúncios

Homenagem

Em 2016, o Jornal Leia Notícias foi ao encontro de Wag­ner Carrapato para entrevistá-lo. Quando a repor­tagem chegou ele estava sentado em sua cama, com a televisão ligada, ouvindo rádio e lendo jornal. “Faz mais de 10 anos que parei de traba­lhar na imprensa, mas ainda acompa­nho tudo que posso para saber o que está ocorrendo em Botucatu”, justifi­cou Carrapato.

Com mais de 30 anos trabalhando na impressa falada de Botucatu, com passagens mar­cantes pelas rádios PRF-8, Municipa­lista e Clube FM, Carrapato lembra com saudade do tempo que traba­lhava na comuni­cação, mas diz não sentir mais falta. “No começo eu sentia (falta), mas agora não mais. A idade vai chegando e fico vivendo de lembranças. Sem­pre tive ótimas lembranças da minha época de Rádio. Era um ambiente mui­to bom. Fiz muitos ami­gos. Posso dizer que foi uma época de criativi­dade e bas­tante feliz da minha  vida ” , disse emocio­nado.

Carrapato foi leva­do ao Asilo pelo seu filho, de 36 anos, e garante que hoje tem apenas uma ví­cio: o cigarro. “Tive uma incompatibili­dade com meu filho e a minha única saída era aqui, o Asilo. Eu não bebo mais. Na verdade, bebia socialmente, só que a minha vida social era mui­to intensa. Agora não sinto mais falta da bebida. Meu úni­co vício é o cigar­ro. Eu fumo há 48 anos”, explicou.

O antigo repórter policial afirma que está bem de saúde, mas sente falta de poder sair, as vezes. “Estou bem, estou tranquilo. A cabe­ça está boa. Eu me cuido. O que tenho vontade é de ter a minha vida social de volta, mas por di­ficuldade financeira preciso permanecer aqui”, disse Carra­pato, que também gostaria de re­ver alguns amigos que fez no tempo da impren­sa. “Talvez, muitos nem saibam que estou aqui. O Clayton (Di­niz, locutor da Rádio F8) vem me visitar, mas seria muito bom rece­ber mais visitas dos a m i g o s que fiz na época que trabalhava na imprensa. Será muito bom relem­brar o passado, como estamos fa­zendo agora”.

Para finalizar, o Repórter Carrapa­to, sempre em cima do fato, deixou um recado para todos que trabalharam com ele ou que acompanhavam seu trabalho. “Man­de um abraço meu para todos os ami­gos, aqueles que nos ouviam e aque­les que trabalhamos juntos. Quero que saibam que carrego eles no meu cora­ção”, afirmou Wag­ner Carrapato.

Ao final da entre­vista estava ocor­rendo uma festi­nha no Asilo, mas, assim que termi­nou de responder as perguntas, Car­rapato preferiu voltar para o seu quarto, retomar sua leitura e acom­panhar as notícias, sem dúvida uma das maiores pai­xões da sua vida.

Jornal Leia Notícias

Talvez te interesse

Últimas

Anúncios Imagens de câmeras de segurança registraram caminhonete puxando estruturas com uso de corda no Jardim Paraíso, causando riscos no...

Categorias