Botucatu: Denúncia – Pessoas compram no Bom Prato por R$ 1,00 e revendem marmitas por R$ 10,00. Restaurante limitará venda

A direção da Aelesab OSC, que gerencia o Restaurante Popular Bom Prato, em Botucatu, instalado no campus da Unesp, em Rubião Júnior, divulgou um comunicado informando que vai limitar a venda de marmitas de refeições na unidade, depois de ter identificado, após reclamação de consumidores, que algumas pessoas estão revendendo as marmitas para uma empresa de construção civil na cidade (nome não revelado).

Tal atravessador – que está sendo investigando pela GCM -, estaria comprando dezenas de marmitas por R$ 1,00 e revendendo para trabalhadores em canteiros de obras habitacionais por R$ 10,00.

“Todos os dias chega um carro no Bom Prato de Rubião e leva mais de 30 marmitas. Soubemos por um deles que era para trabalhadores de uma obra de construção de casas e que tais marmitas seriam revendidas por dez reais. É um absurdo”, disse uma mulher, na Rádio Clube FM, nesta quarta-feira.

A direção da Aelesab OSC informou, através de uma nota, que está alinhada às orientações do Governo do Estado, que financia o projeto de alimentação e nutrição popular e implantou normas para evitar as distorções apontadas na revenda de marmitas para o setor de construção civil ou outras formas de atravessadores que possam estar sendo utilizadas.

Agora, excluindo servidores do Hospital das Clínicas e equipes que atuam no enfrentamento da Covid-19 e ONGs, que estão auxiliando pessoas necessitadas em entidades e vias públicas,  está limitada a venda de apenas duas marmitas por consumidor.

A gestão do Bom Prato manterá vendas em quantidade maior para pessoas que se apresentem na unidade, devidamente identificadas como sendo de entidades assistenciais, voluntários ou ONGs. “Foram firmadas também parcerias com ONGS da Cidade, que compram uma certa quantidade de marmitas, e realizam um trabalho social aos que necessitam”.

A GCM de Botucatu já iniciou procedimentos para tentar identificar quem eram os atravessadores, se agiam isoladamente, ou a mando de alguma empresa de construção civil na Cidade. Até a denúncia da ouvinte da emissora, a gestão do Bom Prato fazia vendas em quantidade para terceiros, acreditando se tratar de ação voluntária ou auxilio imediato a grupos de pessoas em vulnerabilidade social.

Nota de esclarecimento Bom Prato Botucatu

A Aelesab OSC – Programas de Integração e Assistência à Criança e ao Adolescente, responsável pela gestão do Bom Prato Botucatu, em conformidade com as Orientações do Ministério Público Federal e da Secretária do Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, informa que o restaurante está realizando todos os dias a entrega de marmitas no almoço e jantar no valor de R$1,00. Sendo 1500 refeições no almoço e 300 no jantar.

Estamos limitando a venda de duas marmitas por pessoa, conforme orientação da Secretária do Estado.

Devido a unidade ser instalada dentro do Campus do Hospital das Clinicas de Botucatu, o restaurante está liberando a venda de mais marmitas para os profissionais do hospital, que estão na linha de frente no combate ao covid-19, evitando assim a maior circulação de pessoas.

Foram firmadas também parcerias com ONGS da cidade, que compram uma certa quantidade de marmitas, e realizam um trabalho social aos que necessitam.

O Bom Prato Botucatu reforça que não está sendo realizado a distribuição errônea das marmitas, e não compactua com atos contrários ao exposto acima.

O intuito do restaurante é servir uma comida de boa qualidade, com baixo custo e principalmente neste momento em que estamos passando por esta pandemia, atender o maior numero de pessoas que necessitam desta ferramenta alimentar.

Estamos a disposição no que necessário.

Haroldo Amaral – Jornal Leia Notícias

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