Botucatu: CPFL registrou 132 casos de fraudes em ligações na rede elétrica no primeiro semestre deste ano

Botucatu registrou 132 casos de fraude em ligações para o fornecimento de energia elétrica no primeiro semestre deste ano. Levantamento da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), concessionária privada responsável pela prestação do serviço na região, mostra crescimento de 8,19% no comparativo com os seis primeiros meses de 2020, quando ocorreram 122 constatações destas irregularidades.

O balanço oficial da CPFL aponta que também houve aumento no número de inspeções, passando de 1.982 feitas entre janeiro e junho de 2020, para 2.914 no mesmo período deste ano, totalizando alta de 47,03%, mesmo em período de pandemia e medidas restritivas que concentraram maior uso de equipamentos elétricos.

Foram efetuados, neste primeiro semestre, dezessete boletins de ocorrência sobre fraude, mas não houve condução em flagrante de consumidor.

Em Botucatu há mais de 18,3 mil clientes regulares da empresa. Segundo a empresa, houve a implantação de novas tecnologias de monitoramento na rede de transmissão para a constatação de ligações irregulares, os populares “gatos”, bem como por meio de denúncias recebidas nos canais de relacionamento.

Os números colocam Botucatu como o segundo município com maior incidência deste tipo de irregularidade, perdendo apenas para Bauru, onde forma constatadas 426 fraudes no primeiro semestre, resultantes de 9.492 averiguações. No entorno, São Manuel teve 12 casos de fraude em 225 inspeções realizadas.

Furto de energia é crime tipificado no Código Penal (artigo 171) e que pode acarretar até quatro anos de prisão a quem for flagrado com ligações irregulares. A pessoa que for flagrada com a irregularidade terá cobrados os valores retroativos referentes ao período em que deixou de pagar pelo fornecimento.

Além dos prejuízos financeiros a quem comete fraude no fornecimento da rede elétrica, a situação pode trazer riscos à segurança das pessoas, sendo também um dos fatores para a instabilidade no fornecimento de energia, bem como deixa de recolher impostos aos cofres municipais.

Jornal Leia Notícias / Flávio Fogueral

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