Botucatu: Alunos da FCA/Unesp atuam no levantamento de carbono em florestas de Rondônia

Atividade faz parte das ações do Programa Brasil Mata Viva no Estado.

Em audiência pública realizada no dia 22 de julho, em Porto Velho, capital de Rondônia, o Programa Brasil Mata Viva apresentou uma proposta de remuneração da conservação de Áreas de Preservação Permanente (APP) e reservas florestais diversas por meio da Cédula de Produto Rural (CPR) Verde.

Desde 2009, a Unesp de Botucatu, por meio da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA), da Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf) e da AUIN (Agência Unesp de Inovação) é a instituição coordenadora das atividades técnicas e científicas do Programa Brasil Mata Viva, que visa viabilizar remuneração financeira pelo desenvolvimento de projetos de preservação e conservação ambiental. O professor Iraê Amaral Guerrini é coordenador do Programa Brasil Mata Viva pela Unesp, juntamente com o professor Carlos Alexandre Crusciol.

A capital rondoniense sediou o lançamento da Expedição do BMV 2022 que deve gerar novas safras de Unidades de Conservação (UCs), iniciando pelo núcleo de produtores rurais, denominado Roosevelt Mata Viva. O Núcleo Roosevelt Mata Viva abrange o município e localidades próximas, com a aplicação do programa BMV para gerar unidades de conservação em mais de 60 mil hectares, com a expectativa de atração de novos recursos para a região.

O professor Guerrini e um grupo de alunos da FCA participaram do evento. Os estudantes da FCA já iniciaram o trabalho de campo destinado ao levantamento de carbono nas florestas do Núcleo Roosevelt Mata Viva. O trabalho deve continuar até a segunda semana de julho, quando a equipe retorna a Botucatu.

Hildon Chaves, prefeito de Porto Velho, destacou a importância da iniciativa, lembrando que a região tem condições de aumentar em até 20 vezes a produção de gado sem que para isso seja derrubada nenhuma árvore. “A agricultura também está consolidada com cada vez mais tecnologias. Hoje, a discussão é a remuneração desses produtores por esses serviços ambientais, sendo uma convergência entre a justa remuneração e, principalmente, a manutenção da floresta em pé”, explicou.

A audiência teve a participação do senador Confúcio Moura (MDB-RO), que disse acreditar ser possível reduzir e controlar o desmatamento na região amazônica, contanto que haja uma compensação financeira justa para incentivar os que preservam o bioma, cooperando para favorecer e manter um estoque de carbono. “Isto será devidamente monetizado, certificado e serão oferecidos papéis, notas que os bancos possam aceitar e remunerar. E hoje, inclusive, havia dois bancos presentes nessa audiência pública: o Banco da Amazônia e um banco cooperativo. Isto sobre a compensação, o pagamento de serviços ambientais e a manutenção da floresta em pé é uma proposta extremamente histórica, importante”. E salientou “Eu gostaria que esse debate se ampliasse agora, no ano eleitoral, na campanha, para que os brasileiros pudessem ver, e nela acreditar, uma proposta ambiental segura, confortável e que inspirasse um respeito internacional pelo Brasil”

Em 2021, um termo de cooperação foi formalizado entre o Programa de Modernização e Governança das Fazendas Municipais de Rondônia e Desenvolvimento Econômico-Sustentável dos Municípios (Profaz) e o programa de sustentabilidade ambiental Brasil Mata Viva (BMV). A ideia é que municípios que já aderiram ao Profaz possam, por meio dessa parceria, ter uma nova fonte de receita compensatória, gerada a partir da preservação das florestas.


Assessoria – Com informações de Agência Senado, Correio de Rondônia e Tudo Rondônia