Barata de 99 milhões de anos é o animal mais antigo a habitar cavernas

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No mundo da paleontologia, são raros os fósseis de artrópodes que tenham vivido em cavernas antes da era Cenozóica, cujo início se deu mais ou menos 65 milhões de anos atrás. Mas um novo estudo, publicado no último dia 11 de fevereiro no periódico científico Gondwana Research, traz novas informações sobre os insetos que habitavam o mundo antes desse período.

Na pesquisa, um time de cientistas da Eslováquia, Rússia e China apresentam uma barata de 99 milhões de anos preservada em âmbar que seria o animal mais antigo a viver em uma caverna. A Mulleriblattina bowangi, como foi batizada, foi encontrada no Vale Hukawng, em Mianmar. Datações feitas pelos pesquisadores indicam que ela viveu no período Cretáceo, há 99 milhões de anos, época em que os dinossauros ainda habitavam o planeta.

Os paleontólogos descrevem a barata no estudo como tendo tamanho pequeno, asas disfuncionais, antenas extremamente longas, palidez e olhos reduzidos – o que indica uma adaptação à vida no ambiente escuro de uma caverna. 

O espécime pertence à Nocticolidae, família filológica à qual pertencem as baratas (inclusive aquela que insiste em aparecer na sua casa). Mas, de acordo com os autores do estudo, os insetos que atordoam os humanos hoje em nada se parecem com o que encontraram. Eles acreditam que, quando houve a separação do supercontinente Gondwana (que compreendia o que hoje são África, América do Sul, Austrália, Antártica, subcontinente indiano e Península Arábica), as espécies de barata se diferenciaram e adquiriram características próprias.

Caso esteja se perguntando como a barata foi parar dentro de um âmbar (que é a resina produzida por árvores fossilizada), os pesquisadores escrevem que árvores crescem na entrada e em fendas de cavernas. Provavelmente, foi em um desses locais onde ela ficou presa – para agora ficar conhecida como a barata mais antiga do mundo.

Fonte: Galileu

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