Banqueiro é julgado por torturar e matar mulheres com alicates e brinquedos sexuais

Rurik Jutting (direita) ao lado de um policial ao ser preso em 2014 (Foto: Reprodução)

A Justiça de Hong Kong começa a decidir nesta segunda-feira qual a condenação do banqueiro britânico Rurik Jutting, de 31 anos. Ele já se declarou culpado por ter matado duas indonésias e ter torturado as vítimas com alicates e brinquedos sexuais. As informações são da agência de notícias “Reuters”.

O homem, que estudou na Universidade de Cambridge e na Winchester College, uma das mais prestigiadas escolas particulares da Grã-Bretanha, foi preso há dois anos após os corpos das vítimas serem encontrados em seu apartamento de luxo.

Nesta segunda-feira, o juiz Michael Stuart-Moore avisou aos jurados que eles terão que ver o vídeo gravado por Rurik. Ele alertou aos jurados que, se eles não forem capazes de lidar com as imagens de extrema violência eles não deveriam participar do caso. “Há um aspecto particularmente horripilante do caso. Uma das vítimas foi objeto de extrema crueldade e violência. O réu até gravou em seu Iphone a tortura da primeira vítima antes de ela morrer”, disse o juiz.

Protestos na porta do tribunal que julga Rurik Jutting (Foto: Reprodução)

Rurik Jutting trabalhou no Bank of America Corp em Hong Kong, e foi acusado de assassinato em outubro 2014, depois que a polícia encontrou os corpos de Sumarti Ningsih, de 23 anos, e Seneng Mujiasih, de 26, em seu apartamento.

Sumarti Ningsih tinha um filho na Indonésia e foi visitar Hong Kong com visto de turista. Seu corpo mutilado foi descoberto dentro de uma mala na varanda do quarto de Rurik Jutting. Já Seneng Mujiasih trabalhava como empregada doméstica e seu corpo foi encontrado dentro do apartamento, com ferimentos no pescoço e nas nádegas. Ela estava trabalhando em um bar quando conheceu Jutting.

Os advogados de Jutting alegam que ele tem um transtorno de personalidade. Agora, o júri tem de decidir se ele será condenado à prisão perpétua a um prazo de prisão definido.

Nesta terça-feira o júri vai assistir 30 minutos do vídeo da morte das mulheres. Segundo as investigações, Ningsih foi torturada por três dias, utilizando o cinto de Jutting, brinquedos sexuais, um par de alicates e seus punhos. Ele a matou no banheiro, cortando sua garganta com uma faca. Na gravação, ele fala sobre pornografia e em transformar suas fantasias em realidade. Ele também discute se esconde o corpo e vai para a Grã-Bretanha. Após o segundo assassinato, ele ligou para a polícia.

Do lado de fora do tribunal, mulheres fizeram protestos com cartazes de “Justiça” e “Não à Violência”.

Mulheres protestam e pedem justiça (Foto: Reprodução)

Fonte: Extra

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