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Uma aurora austral verde e sinuosa iluminando a atmosfera terrestre foi registrada pela astronauta Jessica Meir durante uma missão da NASA a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS). As imagens e vídeos do fenômeno foram compartilhados pela astronauta nas redes sociais e ganharam destaque em reportagem publicada pela Smithsonian Magazine.
O registro foi feito em 5 de junho, quando Meir estava temporariamente abrigada em uma cápsula SpaceX Dragon do lado de fora da ISS. Segundo a astronauta, a aurora apresentou um comportamento diferente das que já havia observado anteriormente.
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“Diferentemente das auroras anteriores que já vi, esta dançava e serpenteava diretamente abaixo de nós, oferecendo um verdadeiro espetáculo”, escreveu Meir ao compartilhar um vídeo em timelapse do fenômeno. “Estou maravilhada com esse fenômeno etéreo e emocionalmente evocativo.”
A timelapse view from our @SpaceX Dragon of the spectacular southern aurora seen in yesterday’s post, a result of a recent solar event. As opposed to the previous aurora I’ve seen, this one danced and snaked its way directly below us, putting on quite a show. I am in awe of this… pic.twitter.com/ReztjH3x9H
— Jessica Meir (@Astro_Jessica) June 7, 2026
A aurora austral, também conhecida como aurora australis, é o equivalente no Hemisfério Sul da aurora boreal, observada nas regiões polares do Norte. O fenômeno ocorre quando partículas carregadas xxemitidas pelo Sol atingem a Terra após eventos como erupções solares e ejeções de massa coronal.
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Ao interagirem com o campo magnético terrestre, essas partículas são direcionadas para os polos e transferem energia para os gases presentes na atmosfera. Quando essa energia é liberada, surgem as luzes coloridas que caracterizam as auroras.
As tonalidades observadas dependem dos gases envolvidos e da altitude da interação. As luzes verdes, como as registradas por Meir, estão associadas ao oxigênio em camadas mais baixas da atmosfera.
A Terra não é o único planeta com auroras. Conforme explica a Smithsonian Magazine, o fenômeno também ocorre em outros mundos que possuem atmosfera e campo magnético. Júpiter, por exemplo, apresenta as maiores e mais intensas auroras do Sistema Solar, estimadas em até mil vezes mais brilhantes do que as da Terra.

Missão científica
Jessica Meir integra a missão SpaceX Crew-12, que chegou à Estação Espacial Internacional em fevereiro para uma permanência de oito meses. O grupo realiza pesquisas voltadas tanto para a saúde humana na Terra quanto para futuras missões espaciais à Lua e a Marte.
Entre os estudos conduzidos pela equipe estão investigações sobre danos cardíacos provocados por bactérias causadoras de pneumonia, a produção de fluidos intravenosos sob demanda durante missões espaciais e os efeitos dos voos espaciais sobre a circulação sanguínea.
O momento em que a aurora foi observada coincidiu com uma operação de segurança na ISS. Em 5 de junho, a NASA orientou a Crew-12 e o astronauta Chris Williams a deixarem temporariamente a estação e permanecerem na cápsula da SpaceX enquanto cosmonautas russos tentavam reparar um vazamento de ar em um módulo operado pela Rússia.
Fonte: Um Só Planeta