Arquidiocese de Botucatu pode denunciar pastora que quebrou imagem de Nossa Senhora

A Arquidiocese de Botucatu está aguardando o retorno do seu arcebispo, Dom Maurício – que está fora da Cidade e retorna no final do mês de janeiro – para decidir se irá tomar alguma medida contra a pastora Zélia Ribeiro, que ficou conhecida nacionalmente após grande repercussão de um vídeo, onde a religiosa aparece quebrando imagens de santos, entre eles de Nossa Senhora Aparecida, em Botucatu.

De acordo com o Padre Emerson Anizi, Pároco da Catedral e Ecônomo da Arquidiocese de Sant´Ana de Botucatu, a decisão será tomada com a chegada do Arcebispo. “Conversei com o Vigário Geral e estamos aguardando o retorno do Dom Maurício, mas enquanto isso nosso corpo jurídico já está estudando a melhor forma de agir”, revela.

Intolerância religiosa é crime de ódio. O direito de criticar dogmas e encaminhamentos é assegurado como liberdade de expressão, mas atitudes agressivas, como esta apresentada pela pastora Zélia, ofensas e tratamento diferenciado a alguém em função de crença ou de não ter religião são crimes inafiançáveis e imprescritíveis. A pena pode variar de multa até reclusão, de um até três anos. Independentemente de a Igreja tomar uma posição ou não, aquelas pessoas que tenham se sentido ofendidas com o que foi feito pela pastora podem procurar a Polícia e fazer a denúncia.

Na manhã de quinta-feira, 12, em entrevista à Rádio Municipalista, a pastora Zélia pediu desculpas pelo vídeo, mas não demonstrou arrependimento pela sua ação. “É um exemplo de intolerância religiosa que ninguém quer assistir, mas essa ação não é o reflexo da relação que a Igreja Católica possui com a comunidade evangélica em nossa cidade. Temos um excelente relacionamento, atuamos em ações visando o bem-estar das pessoas, sempre respeitando a doutrina de cada um”, finalizou Padre Emerson.

Procurado pelo Leia Notícias, o Conselho Municipal de Pastores de Botucatu, através do seu secretário, o missionário Paulo Cruz, emitiu uma nota como pedido de perdão aos católicos que se sentiram ofendidos com o vídeo, destacando também que foi uma prática isolada. O comunicado ainda destaca que o importante é “pregar as boas novas de Jesus Cristo, o Salvador de acordo com as sagradas escrituras, preservado acima de tudo o amor e respeito ao próximo”.

O vídeo da pastora quebrando as imagens, apenas no canal do Leia Notícias no Youtube, foi visto mais de 70 mil vezes, além de ter sido divulgado nas redes sociais.

Assista ao vídeo abaixo:

Jornal Leia Notícias

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