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Arqueólogos no Egito descobriram as ruínas de um templo de cerca de 2.200 anos dedicado ao deus Pelúsio, no sítio Tell el-Farma, na antiga cidade de Pelúsio, no norte da península do Sinai. Evidências indicam que o local foi utilizado continuamente entre o século II a.C. e o século VI d.C., com poucas alterações ao longo do tempo.
Segundo o Ministério do Turismo e Antiguidades do país, a estrutura religiosa pode reescrever a história da cidade e seu papel no mundo antigo. O anúncio foi feito no início de abril em uma publicação no Facebook do ministério, que também divulgou imagens da descoberta.
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Foram seis anos de escavações no local, até a missão arqueológica do Conselho Supremo de Antiguidades revelar os restos de um edifício singular, associado ao culto do deus local.
O edifício tem como elemento central uma bacia circular de cerca de 35 metros de diâmetro, cercada por um sistema de canais de drenagem conectada a um braço do rio Nilo. No centro do templo, há uma base quadrada que pode ter sustentado uma estátua colossal do deus Pelúsio.
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Segundo o chefe do Setor de Antiguidades Egípcias, Mohamed Abdel Badie, a enorme bacia era preenchida com água carregada de lodo do rio, em uma referência simbólica à divindade — cujo nome deriva da palavra grega “Plus”, que significa “lama”.
De acordo com o secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Hisham El-Leithy, o achado evidencia o papel de Pelúsio na difusão de ideias religiosas e culturais no mundo antigo. Ele explicou que o templo apresenta um projeto arquitetônico único, que combina tradições egípcias com influências helenísticas e romanas.
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O ministro do Turismo e Antiguidades, Sherif Fathy, afirmou que a descoberta reforça a importância estratégica e arqueológica do norte do Sinai, destacando que a região ainda guarda muitos sítios promissores. Ele também ressaltou o compromisso do ministério em dar continuidade às escavações e aos estudos científicos, considerados fundamentais para ampliar o conhecimento histórico.

O supervisor da missão, Hisham Hussein, explicou que a descoberta começou em 2019, quando cerca de 25% de uma estrutura circular de tijolos foi encontrada. Inicialmente, acreditava-se que o local fosse o edifício do Senado da antiga cidade. No entanto, escavações posteriores revelaram a totalidade da construção, considerada hoje uma obra arquitetônica complexa.
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O templo possui entradas nos lados leste, sul e oeste, enquanto a parte norte foi bastante danificada. Após estudos de campo e comparações com modelos arquitetônicos dos períodos helenístico e romano, os pesquisadores concluíram que o edifício não era uma estrutura civil, mas sim uma instalação de água sagrada ligada a rituais religiosos.
Fonte: G1