Após saída de Bottas, Mercedes confirma Russell ao lado de Hamilton em 2022

A Mercedes confirmou na manhã desta terça-feira o que há muito já se especulava ao anunciar a contratação de George Russell para a vaga de Valtteri Bottas como companheiro de Lewis Hamilton a partir da temporada 2022. Em contrapartida, o finlandês deixará o time e representará a Alfa Romeo no próximo ano, assumindo o lugar do compatriota Kimi Raikkonen – que se aposentará no fim de 2021.

O anúncio dá continuidade ao 2021 astronômico do piloto, que levou a Williams ao Q3 nas classificações pela primeira vez nos últimos três anos, conquistou os primeiros pontos do time desde 2019 no GP da Hungria. Na Bélgica, ele faturou o primeiro pódio da carreira com um segundo lugar que tirou a equipe de um jejum de quatro anos sem terminar uma prova entre os três primeiros.

O que Russell disse?

“É um dia especial para mim pessoal e profissionalmente, mas também um dia de emoções confusas. Estou animado e honrado por me juntar à Mercedes no próximo ano, o que é um grande passo na carreira, mas também significa que vou dizer adeus aos meus companheiros de equipe e amigos da Williams. Foi uma honra trabalhar ao lado de todos os membros da equipe, e uma honra representar o nome Williams na F1.

Olhando para a próxima temporada, eu estaria mentindo se dissesse que não estou absolutamente ansioso. É uma grande oportunidade e quero agarrar com as duas mãos. Mas não tenho ilusões quanto à escala do desafio; vai ser uma curva de aprendizado íngreme.

Valtteri estabeleceu um padrão elevado, consistentemente entregando resultados semana após semana, conquistando vitórias, pole position e ajudando a ganhar vários títulos de campeonatos. Meu objetivo deve ser recompensar a confiança que Toto (Wolff, chefe da equipe), a equipe e a diretoria depositaram em mim, garantindo que eu faça minha parte na continuidade desse sucesso e quero deixar meus novos companheiros de equipe orgulhosos.

Claro, um desses novos companheiros de equipe é, na minha opinião, o maior piloto de todos os tempos. Eu admiro Lewis desde que eu estava no kart e a oportunidade de aprender com alguém que se tornou um modelo dentro e fora da pista só pode me beneficiar como piloto, profissional e ser humano”

Por enquanto, porém, tenho mais nove corridas como piloto da Williams e quero ter certeza de que são as nove melhores do meu tempo com a equipe. Então, e só então, posso voltar minha atenção para 2022.”

Russell, de 23 anos, estreou na Fórmula 1 em 2019 representando a Williams. Formado pela Mercedes, ele já era cotado para ser o novo companheiro de Hamilton há, pelo menos, um ano. Em novembro de 2020, ele foi convocado para substituir o heptacampeão, positivo para Covid-19, no GP de Sakhir.

Terminando os treinos na frente de Bottas e classificando-se em segundo, ele superou o colega na pista e chegou muito perto de vencer, antes de sofrer com um erro no pit stop e um pneu furado, assim como o finlandês. Seus resultados começaram a alimentar rumores que ganhariam força no ano seguinte.

George Russell lidera pelotão no GP de Sakhir de 2020 — Foto: Kamran Jebreili - Pool/Getty Images
George Russell lidera pelotão no GP de Sakhir de 2020 (Foto: Divulgação)

A decisão já estava tomada há algum tempo, segundo revelou Toto Wolff após ao treino classificatório do GP da Bélgica. Mas Wolff também já havia dito que só revelaria o nome escolhido após assegurar o futuro de Bottas.

O finlandês, por outro lado, encara sua temporada mais difícil pela Mercedes. Na quarta colocação do campeonato, está há 20 corridas sem vencer e deixará a equipe alemã após cinco temporadas.

George Russell comemora o primeiro pódio em sua carreira na Fórmula 1 em Spa-Francorchamps — Foto: Peter Fox/Getty Images
George Russell comemora o primeiro pódio em sua carreira na Fórmula 1 em Spa-Francorchamps (Foto: Reprodução)

O desempenho inesperado de Russell na Bélgica trouxe novos questionamentos sobre a decisão da Mercedes para 2022, mas Wolff afirmou que a classificação não influenciaria a escolha do time. Mesmo valendo apenas metade dos pontos, o pódio em Spa foi o primeiro da Williams desde o GP do Azerbaijão de 2017, quando Lance Stroll chegou em terceiro.

O que Toto Wolff disse?

“Este não foi um processo fácil ou uma decisão fácil para nós. Valtteri fez um trabalho fantástico nas últimas cinco temporadas e deu uma contribuição essencial para o nosso sucesso e crescimento. Junto com Lewis, ele construiu uma parceria de referência entre dois companheiros de equipe no esporte, e isso tem sido uma arma valiosa em nossas batalhas pelo campeonato e nos impulsionou a alcançar um sucesso sem precedentes.

Estamos muito felizes em confirmar que George terá a oportunidade de dar o próximo passo em sua carreira e ingressar na Mercedes. Ele foi um vencedor em todas as categorias – e as últimas três temporadas com a Williams nos deram uma amostra do que o futuro pode reservar para ele na F1.

Agora, é nosso desafio juntos ajudá-lo a continuar aprendendo em nosso ambiente e ao lado de Lewis, o maior piloto de F1 de todos os tempos. Estou confiante de que, à medida que seu relacionamento crescer, eles formarão uma equipe forte para entregar resultados à Mercedes dentro e fora da pista nos próximos anos.

É um peso que tiramos de nossos ombros ter nossos planos para 2022 claros e anunciados; mas agora, nosso foco retorna para as últimas nove corridas desta temporada e colocar tudo em nosso desafio para o campeonato mundial deste ano”

Com o resultado na Hungria e na Bélgica, Russell saiu das últimas colocações no campeonato de pilotos para ocupar o 15º lugar, somando 13 pontos. Ao lado do companheiro Nicholas Latifi, o britânico tirou a Williams da lanterna do Mundial – o time agora é oitavo, com 20 pontos, à frente da Alfa Romeo e da Haas.

Fonte: G1

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