16 de julho, 2024

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Aos 60 anos, mulher realiza sonho e dá à luz segunda filha no interior de SP

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Um casal de idosos realizou o sonho de serem pais pela segunda vez depois de mais de três décadas. Aos 60 anos, a professora Vilma de Fátima Alves Di Raimo deu à luz a pequena Rebeca, no dia 8 de outubro, na Santa Casa de Assis.

Vilma e o marido, o agricultor Constantino Di Raimo, de 62 anos, enfrentaram opiniões contrárias dentro da própria família e o preconceito de muitas pessoas para encarar uma gestação que foi possível com a fertilização in vitro.

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Vilma e o marido, de Pedrinhas Paulista, foram pais pela segunda vez com mais de 60 anos — Foto: Arquivo pessoal
Vilma e o marido, de Pedrinhas Paulista, foram pais pela segunda vez com mais de 60 anos (Foto: Arquivo pessoal)

“Quando falamos da nossa ideia, todos nos chamaram de loucos e que não tínhamos responsabilidade. Porém, nunca deixamos nos abalar. Absorvi o preconceito, fui deixando as coisas amargas de lado para que eu pudesse ter uma gravidez saudável. E foi isso o que aconteceu”, afirma Vilma.

Moradores de Pedrinhas Paulista (SP), Vilma e Constantino têm uma filha mais velha e são avós de um menino de 11 anos e uma menina de 9, que agora são os sobrinhos da Rebeca. Carolina, que foi filha única por 36 anos, foi a primeira a saber da gestação da mãe, que aconteceu logo após a primeira tentativa de fertilização.

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Rebeca nasceu no dia 8 de outubro na Santa Casa de Assis — Foto: Arquivo pessoal
Rebeca nasceu no dia 8 de outubro na Santa Casa de Assis (Foto: Arquivo pessoal)

“Inicialmente para todos foi um choque, porque não esperávamos que daria certo assim tão rápido. Minha filha viveu um misto de sentimentos, porque é algo realmente fora do comum, ela já é mãe, foi filha única por 36 anos e agora tem uma irmã bebê. Mas, passado esse choque inicial, ela ficou muito emocionada e hoje está aqui em casa comigo, dando assistência para irmã.”

Vilma conta que sempre quis ter outro filho, mas a vida corrida, de estudo e trabalho, acabou adiando o sonho, que veio à tona em um momento em que a maioria das pessoas acharia inconcebível, tanto, que ela e o marido resolveram só contar para a filha e também para outras pessoas da família somente quando a gestação já era uma realidade.

“Eu e meu marido vimos que já tínhamos uma filha casada e com filhos, nossos netos maravilhosos, crescendo e bateu o desespero de realizar esse sonho de ter mais um bebê. Porque os netos são uma bênção, mas não são nossos, temos que devolver para os pais e a gente queria o nosso filho, o nosso bebê.”

“Estou muito feliz e emocionado, é a coisa mais linda que aconteceu em minha vida”, completa Constantino.

Rebeca nasceu dias depois da mãe completar 60 anos — Foto: Santa Casa de Assis/ Divulgação
Rebeca nasceu dias depois da mãe completar 60 anos (Foto: Santa Casa de Assis/ Divulgação)

Fertilização in vitro

O casal chegou a considerar a adoção, mas para Vilma era importante a gestação e foi com a ajuda da médica obstetra Simone Fink que eles deram início ao processo de fertilização in vitro.

“Eles tinham um sonho e quando me procuraram eu disse que era possível. Durante todo o percurso tivemos dificuldades sim, mas tudo deu certo. O segredo foi a responsabilidade da paciente, da clínica e de todos os profissionais envolvidos”, destaca a médica.

O Conselho Federal de Medicina aconselha os 50 anos como idade limite para gestação por técnicas de reprodução assistida, porém, é uma recomendação e não uma norma. Essa idade pode ser estendida desde que a mulher seja saudável e esteja ciente dos riscos da gravidez tardia. O acompanhamento médico, alimentação saudável e outros cuidados também são imprescindíveis.

“Desde que decidimos ter o bebê eu sabia que não seria de forma natural, pois já estou na menopausa, mas eu tinha muita fé que conseguiria, foi uma promessa de Deus que se concretizou. Eu sempre fui muito saudável e sabia de todos os riscos, por isso me cuidei e tive ao meu lado uma equipe de profissionais muito competentes.”

Sonho realizado

Para Vilma, o mais complicado durante a gestação foi enfrentar o preconceito das pessoas.

“A palavra que eu mais ouvia é que a gente era louco, mas eu sempre vi isso como uma falta de conhecimento das pessoas, e nós mostramos que o nosso sonho era possível. Estamos aqui com a nossa riqueza, a nossa vitória, aquela que estava faltando para completar nossa família. Agradeço a Deus ter realizado esse sonho.”

Já em casa, depois de receber alta nesta terça-feira (10), a “nova mamãe” recebe ajuda da filha mais velha e irmã da pequena Rebeca nos cuidados com o bebê. Apesar dos desafios de ser mãe aos 60 anos, Vilma também acredita que seu exemplo pode encorajar outras mulheres a seguirem seus sonhos.

“Hoje sei do desafio da idade, mas me sinto renovada, por isso eu digo que vale a pena seguir os sonhos, não desistir. Não importa a idade. A idade só existe na mente das pessoas. Eu sei que serão dias bons como hoje, com minha filha aqui cuidando da gente e terão dias difíceis, como tudo na vida, mas a maturidade nos faz ver tudo isso com outros olhos.”

Carolina, de 36 anos, e a irmã Rebeca, recém- nascida — Foto: Arquivo pessoal
Carolina, de 36 anos, e a irmã Rebeca, recém- nascida (Foto: Arquivo pessoal)

Fonte: G1

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