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Uma anta macho, com 180 quilos, foi resgatada após ser atropelada na Rodovia José Almeida Rosa (SP-250), em Pilar do Sul (SP), na quinta-feira (5). O animal silvestre seguiu para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras) Núcleo da Floresta em São Roque, onde recebe cuidados veterinários.
A diretora do setor de Bem-Estar animal da Secretaria de Meio Ambiente de Pilar do Sul, Maíra da Silva Martins, disse que a equipe foi acionada por moradores por volta das 6h30 de quinta-feira. Ao chegar no local, encontraram funcionários da concessionária responsável pela rodovia que já havia retirado o animal da pista.
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Segundo Maíra, o trabalho foi realizado em conjunto, por ser considerado um resgate de alta complexidade. Foi necessário sedar o animal para realizar o manejo e transporte. A diretora também relatou que a anta estava com algumas escoriações pelo corpo e não conseguia se apoiar nas patas traseiras.
Conforme o Núcleo da Floresta, a anta é jovem e macho. O animal não tem previsão de receber alta.
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Mamífero sul-americano
O biólogo Thiago Godoi explica que os atropelamentos de antas são comuns devido a uma combinação de fatores, como a perda de habitat, os hábitos noturnos da espécie e a fragmentação das áreas onde vivem.
“Exatamente quando a visibilidade dos motoristas é menor, o que agrava e potencializa infelizmente essa situação [atropelamento]. Esses acidentes representam uma das principais causas de mortalidade da espécie, que já é considerada vulnerável”, aponta.
As antas são mais encontradas em áreas de mata densa e próximas a rios, já que possuem hábitos aquáticos. Segundo Godoi, o mamífero sul-americano é conhecido pelo focinho alongado e também é considerado um animal inteligente. Para se reproduzirem, as antas se reúnem ocasionalmente, e essa movimentação faz com que, muitas vezes, precisem atravessar pistas e rodovias.
“A orientação é sempre redobrar a atenção nesses períodos quando estiver dirigindo. Por se tratar de um animal de grande porte, o risco para o motorista aumenta consideravelmente”, completou.

O Núcleo da Floresta informou ainda que o animal, que recebeu o nome de Anthony, está passando por uma série de exames para a definição do diagnóstico.
“Estamos realizando uma bateria de exames. Ainda é cedo para qualquer diagnóstico, mas ele apresenta alterações neurológicas que estão sendo investigadas”, informou a instituição.
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Fonte: G1